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EUA aprovam primeiro tratamento para cancro da pele com recurso a vírus

A autoridade norte-americana para os medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou um tratamento para cancro da pele com recurso a vírus. Trata-se de uma estirpe geneticamente modificada do vírus do herpes. Mata as células cancerígenas e ajuda o sistema imunitário a combater os tumores. A investigação, a cargo do Institute of Cancer Research e da Royal Marsden NHS Foundation Trust, em Inglaterra, que envolveu cientistas de todo o mundo.

© Mark Baker / Reuters

Chama-se "T-VEC" e é uma estirpe modificada do vírus do Herpes tipo 1.

Consegue multiplicar-se no interior das células cancerígenas e de fazê-las "rebentar" a partir do interior. Mas não é só: tem ainda a capacidade de "recrutar" o sistema imunitário para atacar e destruir tumores.

De acordo com os investigadores, este tratamento tem menos efeitos secundários que a quimioterapia convencional e funciona em melanomas em estado avançado e inoperável.

A equipa do Institute of Cancer Research e da Royal Marsden NHS Foundation Trust, em Inglaterra, estudou 436 pacientes com melanoma maligno agressivo e inoperável. No ensaio clínico, foram divididos de forma aleatória. Uma parte recebeu uma injeção da nova terapia viral. Os outros foram tratados com imunoterapia convencional.

Mais de 16% dos pacientes que receberam injeções de "T-VEC" apresentaram uma resposta duradoura ao tratamento ao longo de mais de seis meses. Alguns dos participantes chegaram a entrar em remissão, ao fim de três anos de tratamento.

Neste estudo a equipa revela que a terapia aumentou, também, em cerca de metade, o tempo médio de sobrevivência dos pacientes, de 21,5 para 41 meses.

Mostrou ainda ser eficaz em casos em que o melanoma estava menos avançado ou em que os pacientes ainda não tinham recebido tratamento.

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