sicnot

Perfil

Mundo

França descarta extradição de dois pilotos condenados na República Dominicana

O Governo de Paris descartou hoje a possibilidade de extraditar os dois pilotos franceses que fugiram da República Dominicana, onde foram condenados por tráfico de droga.

reuters

"A França vai aplicar as regras do Direito. Não extraditamos cidadãos franceses quando se encontram no nosso território", disse o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll, à rádio RTL.

A justiça dominicana anunciou na terça-feira que se prepara para lançar um mandado de prisão internacional contra os dois pilotos, atualmente em França.

De acordo com uma fonte próxima do processo, citada pela agência AFP, foi de barco e de avião, por via de Saint Martin e de Martinica, que Pascal Fauret, de 55 anos, e Bruno Odos, de 56, conseguiram regressar ao país.

Stéphane Le Foll não quis abordar diretamente a questão de uma eventual detenção de Pascal Fauret e Bruno Odos, condenados, em primeira instância, a uma pena de 20 anos de prisão por tráfico de droga, e que estavam em liberdade ainda que impossibilitados de sair da República Dominicana, enquanto aguardavam pelo julgamento em segunda instância.

O mesmo responsável indicou ainda que a embaixada francesa na República Dominicana vai continuar a prestar ajuda consular aos outros dois franceses condenados no mesmo processo, e que esperam no país caribenho pelo processo de recurso.

Os quatro franceses foram detidos no aeroporto de Punta Cana, no leste do país, em março de 2013, quando se preparavam para descolar rumo a Saint-Tropez num avião Falcon em que as autoridades dominicanas descobriram cerca de 700 quilogramas de cocaína, no valor de 30 milhões de euros.

Os pilotos, que desde então garantiram desconhecer o conteúdo das 26 malas onde estava a droga, justificaram a sua fuga para França com o argumento de que não há justiça na República Dominicana e que foram condenados por serem franceses.

  • As zonas de guerra que o fogo deixou
    3:13

    País

    A chuva finalmente ajudou na luta contra as chamas e o que fica agora é um cenário de devastação no norte e centro do país. Morreram 37 pessoas, arderam centenas de casas e empresas e há críticas severas à falta de meios.

  • O mapa das vítimas dos incêndios
    1:19

    País

    Aumentou para 37 o número de mortes na sequência dos fogos que assolaram a zona Centro do país desde o fim de semana. Feridos são pelo menos 71. Atualizamos aqui o mapa, segundo o último balanço da Proteção Civil.

  • Visto do céu, Portugal é um país que se vestiu de negro
    3:28
  • "Temos que cuidar dos feridos, temos que recuperar os territórios"
    1:02

    País

    O primeiro-ministro disse hoje que, depois das chamas apagadas, agora é o tempo de passar das palavras aos atos, de decidir e executar. Após uma visita a feridos dos incêndios, em Coimbra, António Costa confirmou que o Conselho de Ministros do próximo sábado vai transformar em medidas as recomendações feitas pela comissão técnica independente.

  • Homem morreu ao tentar salvar animais das chamas
    2:30
  • "Estou a ficar sem água, vai ser um trabalho inglório"
    1:06