sicnot

Perfil

Mundo

Israel contesta discurso de líder palestiniano no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Israel acusou hoje o presidente da Autoridade palestiniana, Mahmud Abbas, de promover o "incitamento" durante o seu discurso numa sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

A Grécia vai reconhecer o Estado palestiniano numa votação que decorrerá na terça-feira no Parlamento na presença do presidente da Palestina, Mahmud Abbas (AP/Arquivo)

A Grécia vai reconhecer o Estado palestiniano numa votação que decorrerá na terça-feira no Parlamento na presença do presidente da Palestina, Mahmud Abbas (AP/Arquivo)

Sergei Ilnitsky

"O presidente palestiniano [Mahmud] Abbas escolheu uma vez mais o caminho da propaganda e do incitamento em vez do diálogo proposto por Israel", considerou em comunicado Emanuel Nahson, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

Abbas participou hoje na reunião do Conselho, onde denunciou que a situação nos territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém leste, é atualmente "a pior e a mais crítica" desde 1948, o ano da fundação do Estado de Israel.

Este país "viola sistematicamente os direitos humanos [dos palestinianos], o direito humanitário internacional e atua como um Estado acima da lei, que não pode ser punido nem assumir-se como responsável", declarou Abbas, que também lamentou a impunidade dos colonos judeus que cometem crimes sistemáticos contra os palestinianos.

"Chegou o momento em que a comunidade deixe de falar sobre a justiça da causa palestiniana e adote mecanismos e procedimentos a favor da justiça para o meu povo", invocou Abbas, solicitando o estabelecimento de "um regime internacional de proteção para o povo palestiniano".

Israel e a Palestina atravessam desde o início de outubro uma nova onda de violência com um balanço de mais de 60 palestinianos mortos [um terço deles autores de apunhalamentos segundo a versão israelita, e os restantes por disparos das forças militares e policiais], dez israelitas em ataques palestinianos, um eritreu e um atacante árabe israelita.

Lusa

  • As mulheres na clandestinidade durante o Estado Novo
    7:32

    País

    Não se sabe quantas mulheres portuguesas viveram na clandestinidade durante o Estado Novo, mas estiveram sempre lado a lado com os homens que trabalhavam para o Partido Comunista na luta contra a ditadura. Aceitavam serem separadas dos filhos e mudarem de identidade várias vezes ao longo dos anos. A história de algumas destas mulheres estão agora reunidas num livro que acaba de ser lançado.