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Rafael Marques vai apelar em Seul à solidariedade com presos políticos angolanos

O ativista Rafael Marques disse hoje à Lusa que vai apelar pela libertação dos presos políticos angolanos na assembleia do Movimento Mundial para a Democracia, que começa no domingo na Coreia do Sul.

Jornalista angolano Rafael Marques (Arquivo/ Lusa)

Jornalista angolano Rafael Marques (Arquivo/ Lusa)

Paulo Cunha

"Vou pedir aos democratas do mundo para prestarem a sua solidariedade à causa da liberdade de expressão e da liberdade de pensamento em Angola, que está sob ataque e que precisa de ser revertida", disse à Lusa o ativista angolano, que vai alertar os participantes da assembleia de Seul sobre os "atropelos" aos direitos humanos em Angola.

Para o autor do livro "Diamantes de Sangue", os recentes casos de José Marcos Mavungo, condenado a seis anos de cadeia por tentar organizar uma manifestação em Cabinda, e as detenções dos 15 jovens angolanos de Luanda em junho, internacionalizaram a situação que se vive em Angola em relação à falta de direitos, liberdades e garantias.

"Ninguém hoje e, sobretudo, por causa da projeção que Angola está a ganhar - muito por obra dos jovens - pode ficar indiferente a um apelo. Estou a falar por aqueles que se batem pela democracia um pouco por todo o mundo - para que juntem as suas vozes aos angolanos que já estão a exigir que o Governo, por mais poderoso que seja, não ouse continuar a cercear o pensamento dos angolanos", acrescentou Rafael Marques.

A assembleia do Movimento Mundial para a Democracia (World Movement for Democracy) começa no domingo e prolonga-se até ao dia 04 de novembro na capital da Coreia do Sul e vai reunir mais de 450 participantes de mais de uma centena de países.

De acordo com a organização do evento, o tema geral da assembleia é "o fortalecimento da sociedade civil nas democracias", sendo que os participantes vão ainda debater os processos de participação dos jovens envolvidos em processos de defesa da sociedade civil e as formas de organização de movimentos democratas através da partilha de experiências ocorridas em vários pontos do mundo.

Entre outras organizações, participam a Adorrahaman Boroumand Foundation, dedicada aos direitos humanos no Irão; o African Centre for Democracy and Human Rights Studies; a Asociation Civil Transparencia, da América do Sul; a Burma Partnership, organização birmanesa que reúne uma rede de grupos da região da Ásia-Pacífico; Maka Angola, de Rafael Marques; o National Democracy Institute dos Estados Unidos; o grupo Diario de Cuba ou o Damascus Center for Human Rights Studies, da Síria.

A primeira reunião do Movimento Mundial para a Democracia realizou-se na Índia, em 1999, sendo que o último encontro decorreu no Peru em 2012.

Lusa

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