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Alargado perímetro das buscas para localizar 61 vítimas de queda de avião russo

Os socorristas egípcios alargaram hoje o perímetro das buscas para localizar os 61 corpos desaparecidos entre os 224 ocupantes do avião russo que caiu no sábado na península do Sinai, segundo um oficial do exército. As companhias aéreas Emirates, Air France e Lufthansa decidiram suspender as rotas sobre o Sinai até que sejam revelados novos dados sobre a queda do avião.

SELIMAN AL OTEIFI

As autoridades egípcias anunciaram no sábado ter encontrado os corpos das vítimas num raio de oito quilómetros, o que, segundo especialistas, indica 'a priori' que o Airbus A321-200 da companhia russa Kogalymavia, mais conhecida como Metrojet, não tenha tocado no solo, mas tenha sido deslocado ou explodido durante o voo.

O perímetro das buscas foi alargado hoje para um raio de 15 quilómetros, disse um oficial do exército envolvido na operação, em entrevista à agência France Presse (AFP), numa base militar de Al-Hassana, na província do Norte do Sinai, situada a 60 quilómetros do local onde ocorreu o acidente.

Segundo este oficial, que pediu anonimato, 163 corpos foram encontrados, entre os 217 passageiros e sete membros da tripulação do avião.

Entretanto, o ministro dos Transportes russo, Maxim Sokolov, disse hoje que as caixas negras do Airbus apenas sofreram "danos menores", segundo a imprensa local.

"As caixas negras sofreram pequenos danos técnicos. Mas há um impacto térmico, como dizem os representantes egípcios", disse o ministro russo, informando que estas ainda não foram abertas.

Maxim Solokov deslocou-se no sábado à noite para o Egito para participar nas operações de resgate e investigação das causas do acidente.

O avião, que tinha como destino São Petersburgo, caiu no sábado ao sul da cidade egípcia de Al-Arish, capital da província do Norte Sinai, pouco depois de levantar voo de Sharm el-Sheik, com 224 pessoas a bordo.

Vários especialistas militares questionados pela agência de notícias AFP disseram que os fundamentalistas do Estado Islâmico, que têm o seu bastião no norte da península do Sinai e reivindicaram ter abatido o avião, não dispõem de mísseis capazes de atingir um avião a 30 mil pés, mas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo do avião, ou que foi atingido por um foguete ou míssil quando descia, na sequência de falhas técnicas na aeronave.

O contacto com a aeronave perdeu-se 23 minutos depois da descolagem do aeroporto de Sharm el-Sheikh, na fronteira com o Mar Vermelho.

Lusa

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