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Human Rights Watch acusa rebeldes sírios de usar civis como "escudos humanos"

A Human Rights Watch acusou hoje grupos rebeldes sírios de crimes de guerra por terem colocado reféns, incluindo civis, em jaulas, a serem usados como "escudos humanos" aos ataques das forças governamentais, nos arredores de Damasco.

© Mohammed Badra / Reuters

Num vídeo divulgado no fim de semana podem ver-se dezenas de reféns, entre soldados e civis, em jaulas que são transportadas para diferentes zonas da região de Ghouta oriental, perto de Damasco para servirem como "escudos humanos".

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) garante que o grupo Jaish al-Islam colocou os reféns em praças púbicas para impedir bombardeamentos das forças governamentais.

A Human Rights Watch defende que esta prática "constitui uma tomada de reféns e uma afronta à sua dignidade pessoal, ambas [consideradas] crimes de guerra".

"Nada pode justificar enjaular pessoas e intencionalmente colocá-las em perigo, mesmo que o objetivo seja parar os ataques indiscriminados do Governo", disse Nadim Houry, vice-diretora da organização para o Médio Oriente.

Ghouta oriental é um bastião dos rebeldes, sendo frequentemente alvo de intensos bombardeamentos.

Pelo menos 70 pessoas morreram e 550 ficaram feridas em ataques das forças governamentais em Douma, em Ghouta oriental, na semana passada, de acordo com os Médicos Sem Fronteiras.

Mais de 250.000 pessoas morreram na Síria desde o início do conflito, em março de 2011.

Lusa