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Chipre sairá do programa de resgate no prazo previsto

O ministro das Finanças de Chipre, Harris Georgiades, afirmou hoje que o país terminará o resgate acordado com a 'troika' em 2016 e assegurou que o Governo não tenciona pedir um prolongamento nem abandonar antecipadamente o programa.

© Yorgos Karahalis / Reuters

"Vamos terminar o programa no princípio do próximo ano e não pediremos uma extensão", disse o ministro numa conferência organizada pela revista "The Economist", acrescentando que o Governo também não pediu uma saída antecipada do programa de ajustamento.

"Estamos quase no fim. Começou uma nova missão de avaliação da 'troika', este processo continuará provavelmente até finais de janeiro. Estamos a chegar ao fim", apontou.

A 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) iniciou hoje em Nicósia uma nova avaliação do programa cipriota, a penúltima antes do fim do programa, previsto para março de 2016.

Georgiades salientou que o Governo considerou a crise como uma oportunidade para levar a cabo as reformas necessárias e em matéria de orçamento foram ultrapassados os requisitos da 'troika'.

O chefe do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o alemão Klaus Regling, também se pronunciou no mesmo sentido.

"Chipre parece ser o nosso quarto sucesso, se continuar no caminho das políticas responsáveis. O país está a pôr a sua economia em forma e o Governo utilizou sabiamente o tempo para implementar as reformas", indicou.

Regling afirmou que dos cinco países que receberam assistência financeira "quatro têm histórias de sucesso até agora".

A Grécia continua a ser "um caso especial, embora o atual Governo tenha a oportunidade de fazer uma clara rutura com o passado", considerou o economista alemão.

"Os países que terminaram o programa, Espanha, Portugal e Irlanda, estão entre os principais reformadores do mundo, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e o Banco Mundial. Em Espanha, o crescimento pode chegar a 3% este ano, enquanto a Irlanda persegue os 6%", indicou Regling.

Lusa

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