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Crianças que crescem com cães têm menor probabilidade de desenvolver asma

As crianças que crescem com cães têm 13% menos de hipótese de desenvolver asma do que aquelas que não vivem com cães, concluiu um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia.

© Eduardo Munoz / Reuters

Os investigadores analisaram dados de mais de um milhão de crianças suecas desde o nascimento, em 2001, até 2010. Tiveram em conta os antecedentes de asma na família, o estatuto sócio-económico e a presença de cães ou animais de quinta.

A convivência com cães no primeiro ano de vida diminuiu em 13% o risco de asma, enquanto que com animais de quinta esse risco diminuiu para 52%.

Estudo anteriores demonstraram que os cães numa casa alteravam as bactérias presentes no pó e que os ratinhos de laboratório expostos a este pó tinham menos reações alérgicas e apresentavam uma flora intestinal alterada. Mas este estudo sueco é o primeiro que faz a mesma relação com seres humanos.

"Sabemos que as crianças já com alergias a gatos e a cães devem evitar contacto, mas estes resultados indicam que as crianças que crescem com cães têm risco reduzido de asma mais tarde na vida", afirmou ao Huffington Post a principal autora deste estudo, a epidemiologista Catarina Almqvist Malmros do Karolinska Institutet.

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