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Presidente egípcio recebido em Londres com manifestações pró e contra

A visita do Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, a Londres gerou hoje manifestações contra e a favor do regime egípcio, testemunhou a agência francesa AFP nas ruas da capital britânica.

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi.

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi.

© Amr Dalsh / Reuters

Segundo a AFP, cerca de 250 pessoas manifestaram-se hoje junto do número 10 de Downing Street (residência oficial e o escritório do primeiro-ministro do Reino Unido) para contestar a visita do Presidente egípcio à capital britânica, denunciando o clima de repressão que se vive no Egito e o golpe de Estado que colocou no poder o antigo chefe do exército egípcio.

No mesmo local, uma manifestação pró-Sissi reuniu cerca de 300 pessoas.

A polícia teve de intervir para conter as centenas de manifestantes que aguardavam a chegada de Abdel Fattah al-Sissi, que foi recebido em Downing Street pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron.

"Sissi não é bem-vindo, não à repressão no Egito" era uma das frases exibidas nos cartazes erguidos pelos manifestantes do protesto contra Sissi.

Muitos dos manifestantes envergavam 't-shirts' e bandeiras que mostravam uma mão com quatro dedos, numa alusão ao massacre de manifestantes islamitas na praça Rabaa Al-Adawiya em 2013, pouco tempo depois do golpe de Estado do exército egípcio que derrubou o presidente Mohamed Morsi e colocou Abdel Fattah al-Sissi no poder.

"Ele tomou o poder com a espada e matou. O mundo inteiro tem de saber que ele é um assassino e que não merece ser Presidente", afirmou um homem identificado como Abu Hamza, de 55 anos.

"Não deveria almoçar com o primeiro-ministro, deveria estar na prisão", disse Anne Alexander, membro do movimento Iniciativa de Solidariedade Egito.

No mesmo local, vários manifestantes pró-Sissi exibiam cartazes com várias frases de apoio como "Bem-vindo Sissi, és o nosso Presidente".

Para Magdi Khalil, dono de um restaurante, "o Egito estava perdido".

"Íamos pelo mesmo caminho que a Síria e a Líbia. Sissi e os militares salvaram o país", reforçou o empresário de 50 anos.

"Os anti-Sissi são mentirosos e traidores (...) colocam bombas, atacam a polícia. Estou em Londres para fazer um tratamento depois de ter sido baleado numa perna. Eles estão a tentar destruir o país", acusou um manifestante pró-Sissi, em declarações à AFP, que preferiu não ser identificado.

Lusa

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