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Layla, a menina de um ano que ficou curada de uma doença incurável

Um dia antes do primeiro aniversário de Layla Richards, foi dito aos pais que os tratamentos para a leucemia tinham falhado e que a menina ia morrer. A determinação da família, dos médicos e de uma companhia de biotecnologia levaram a que lhe fosse dada uma terapia experimental que apenas tinha sido tentada em ratos. Agora, alguns meses depois de ter sido dito à família que o cancro que Layla tinha era incurável, a menina não só está viva, como está feliz e a ter uma vida de criança sem nenhuma réstia de leucemia no corpo.

© Robert Pratta / Reuters

O tratamento "milagroso" era um pequeno frasco que se encheu com as células imunes geneticamente alteradas que foram criadas para matar o cancro, segundo noticia a BBC. Não há dúvidas de que este é um acontecimento que levanta questões sobre o futuro da medicina. Já há quem fale numa revolução - técnicas similares podem vir a ser usadas para tratar uma variedade de cancros, mas também doenças hereditárias, tais como a anemia.

Porém, este caso não é inédito. Por altura da mudança do milénio, cientistas entusiasmados e jornalistas proclamavam que a terapia dos genes iam transformar o Mundo. Todos os tipos da terapia dos genes-base envolvem a mudança do nosso ADN (ácido desoxirribonucleico), que contém as instruções para a construção e funcionamento de todas as partes do corpo humano. No início destas terapias, um novo ADN foi inserido nas células dos pacientes que tinham falhas ou instruções defeituosas.

Os casos mais conhecidos foram rapazes com o chamado "Síndrome do Rapaz da Bolha", nos anos 90. Não tinham um sistema imunitário e tinham de viver em condições completamente estéreis, devido a um defeito num gene chamado IL2RG. Este gene foi substituído com sucesso, com o uso de vírus para "infetar" células com uma cópia saudável do ADN, contudo, em última análise, os ensaios foram abandonados depois dos pacientes terem desenvolvido leucemia. O problema estava no ADN que foi inserido, praticamente, de forma aleatória e de tal modo que interrompeu o funcionamento natural de algumas células que se tornaram cancerígenas.

Desde essa altura que se tem apostado mais na precisão.

O que aconteceu no caso de Layla foi que os glóbulos brancos provenieram de um dador. "Talens", uma das três chaves da tecnologia que entraram em cena, foram usadas para manipular a proteção contra as drogas anti-cancerígenas a serem dadas ao paciente e para impedi-los de atacar o tecido saudável. Também um vírus foi utilizado para inserir um novo gene que poderia tornar a atacar as células de leucemia.

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