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Venezuela denuncia que avião norte-americano violou o espaço aéreo nacional

O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, afirmou hoje que um avião norte-americano violou o espaço aéreo venezuelano e anunciou que recorrerá a instâncias internacionais para denunciar as últimas "provocações militares" dos Estados Unidos da América contra o país.

(arquivo)

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© STRINGER Bolivia / Reuters

"Vamos denunciar perante todos os organismos regionais e sub-regionais, a União de Nações da América do Sul, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Aliança Bolivariana para os povos da América e mais além, na ONU, todas estas provocações novas, inusitadas e extraordinárias contra a Venezuela", disse.

Nicolas Maduro falava em Caracas, num contacto telefónico com o canal estatal de televisão, durante o qual vincou que "todo o país deve estar unido em torno desta denúncia contra as provocações militares dos EUA".

As Forças Armadas Venezuelanas, o Comando Estratégico Operativo e o Estado Maior Conjunto, encontram-se alerta durante as 24 horas do dia, "cuidando do nosso espaço aéreo, do nosso território, da integridade do país", disse, acrescentando estar "informado em tempo real de cada coisa que acontece".

Nicolas Maduro vincou ainda que a Venezuela "é um país que está em pé e que está construindo o seu próprio modelo político, económico e social, e ninguém deve meter-se nisso".

O ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, denunciou, hoje, que um avião dos Serviços Secretos dos EUA partiu desde a ilha caribenha de Curaçao e entrou no espaço aéreo venezuelano sem dar informações sobre o voo a Maiquetia, Caracas.

"O primeiro que recebemos foi uma violação das leis aeronáuticas, não informando sobre a presença desse avião a torre de controlo, como diz a Lei", frisou, vincando que a violação ocorreu pelas 12:34 horas locais (18:05 em Lisboa).

O ministro venezuelano precisou que a violação teve lugar "quatro milhas náuticas" a leste do arquipélago de Los Monjes e que a aeronave "realizou padrões circulares de busca e continuou rumo ao sul".

Lusa

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