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Detido artista russo Pavlenski por atear fogo em entrada do Serviço de Segurança

O polémico artista russo Piotr Pavlenski, famoso pelas suas performances de protesto contra o poder, foi detido hoje de madrugada, em Moscovo, por atear um fogo na entrada da sede do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

Arquivo Reuters

Segundo alguns órgãos de comunicação social russos e jornalistas independentes, por volta das 02:00 (23:00 de domingo em Lisboa), o artista aproximou-se da entrada principal da imponente sede do FSB, na central Praça Lubianka, polvilhou a porta com uma substância que transportava numa garrafa e ateou-lhe fogo com um isqueiro.

O artista foi detido quase imediatamente por vários polícias e levado para uma esquadra, mas ainda teve tempo de se fotografar diante da porta em chamas, como se vê numa imagem publicada na rede social Twitter.

Piotr Pavlenski estava acompanhado por dois jornalistas da cadeia de televisão independente Dozhd, os quais também foram detidos, embora libertados mais tarde após declarados como testemunhas.

Segundo indicaram à emissora Eco de Moscovo, dirigiram-se para o local depois de terem sido avisados que Pavlenski ia fazer uma das suas ações, mas não sabiam do que se tratava, nem participaram.

A porta do FSB sofreu danos e ficou parcialmente queimada na parte inferior, segundo revela a mesma fotografia.

A imagem do controverso pintor e artista deu a volta ao mundo quando há dois anos, quando se despiu e cravou os seus testículos com um martelo entre os paralelepípedos da Praça Vermelha em Moscovo, num protesto que coincidiu com a celebração na Rússia do Dia da Polícia.

Essa não foi a primeira vez que o artista de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, provocou danos em si próprio para expressar o seu protesto contra o Governo do Presidente russo, Vladimir Putin.

Antes, apareceu completamente nu e enrolou-se em arame farpado frente ao parlamento de São Petersburgo, num movimento a que chamou de "Corpo" e que, em sua opinião, simbolizava "a existência humana num ambiente de repressão legal, quando o menor movimento provoca uma duríssima reação do sistema, que se crava no corpo do indivíduo".

Também chegou a costurar a sua boca numa ação de apoio ao grupo de 'punk' feminino Pussy Riot, cujas artistas cumpriram penas de prisão por cantarem contra Putin, no principal templo da Igreja Ortodoxa Russa em Moscovo.

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