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Utilizadores dinamarqueses experimentam viver uma semana sem Facebook

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Dinamarquês de Felicidade revelou que um grupo de pessoas que não usou o Facebook durante uma semana se sentiu menos stressado e falou mais com a família e os amigos pessoalmente.

Craig Ruttle

Investigadores dinamarqueses que dividiram os utilizadores diários do Facebook em dois grupos, fizeram uma experiência em que um deles a não ia à rede social e descobriram que, uma semana depois da pausa, estes sentiam menos de 55% de stress, noticiou o The Guardian.

"Olhámos para um monte de dados sobre a felicidade e uma das coisas que reparámos foi que termos tendência a comparar-nos com os nossos pares pode aumentar a insatisfação", disse Meik Wiking, CEO do Instituto de Pesquisa Dinamarquês de Felicidade em Copenhaga.

"O Facebook é um constante bombardeamento das boas novidades de toda a gente, mas muitos de nós olham para essa janela e vêem um céu cinzento e chuva (especialmente na Dinamarca!)", acrescentou. "Isto faz da rede social um mundo onde toda a gente mostra o seu melhor lado, e, por isso, queríamos ver o que acontecia se os utilizadores fizessem uma pausa".

Os participantes tinham entre os 16 e os 76 anos e foi-lhes perguntado, antes da experiência começar, quão satisfeitos estavam, quão ativas eram as suas vidas no Facebook, até que ponto se comparavam com os outros. De seguida, o grupo foi, então, dividido, e metade seguiu o seu comportamento normal, enquanto que a outra metade concordou em abster-se da rede social durante sete dias. "Um grande pedido para muitos", concluiu Wiking.

Stine Chen, com 26 anos, achou, ao início, o desafio difícil e revelou que o "Facebook tem sido uma grande parte da minha vida desde a adolescência e muitas das minhas atividades sociais são organizadas à volta dele".

Também para Sophie Anne Dornoy, com 35 anos, foi um grande desafio. "Quando acordei, mesmo depois de ter saído da cama, abri o Facebook no meu telemóvel apenas para ver se alguma coisa excitante ou importante tinha acontecido durante a noite. Fiquei preocupada, porque percebi que tinha tornado esta rede social num hábito". Por isso, apagou a aplicação do smartphone e bloqueou o site no computador para reduzir a tentação. "Depois de alguns dias, reparei que a minha lista de "coisas a fazer" estava a ser realizada mais rapidamente do que o normal e passei o meu tempo de forma mais produtiva", garantiu. "Também senti uma espécie de calma por não estar a ser confrontada com o Facebook o tempo todo".

Uma semana depois, o grupo que esteve "ausente" do Facebook relatou que tinha níveis mais satisfatórios de vida e mais concentração, e que se sentia menos sozinho, meno stressado e mais sociável.

"Os meus colegas de casa e eu tínhamos de conversar em vez de ficarmos apenas a verificar o Facebook", disse Chen. Dornoy reparou que teve conversas mais longas ao telefone do que o normal e que procurou mais a família e os amigos: "soube bem saber que o mundo não acaba sem o Facebook e que as pessoas continuam capazes de chegar até nós, se quiserem", acrescentou.

O próximo passo para os investigadores é avaliar quanto tempo os efeitos positivos de um período sabático de uma rede social duram e o que acontece quando os voluntários ficam sem Facebook por períodos prolongados. "Gostaria de tentar durante um ano", disse Wiking, "mas teríamos de ver quantos voluntários conseguiríamos".

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