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Suspeito do atentado era filho de uma portuguesa e de um argelino

O único dos autores dos ataques de Paris identificado pela polícia até ao momento, Ismael Omar Mostefai, era filho de uma portuguesa e de um argelino, noticiou este domingo o New York Times, citando o presidente da câmara de Chartres.

© Philippe Wojazer / Reuters

Mostefai, 29 anos, identificado pela polícia a partir das impressões digitais, foi um dos três atacantes que se fizeram explodir na sala de concertos Bataclan, onde morreram 89 pessoas.

Segundo o jornal norte-americano, Mostefai viveu com os pais perto de Chartres e o presidente da câmara local, Jean-Pierre Gorges, identificou-o depois de a polícia divulgar o nome.

Segundo um vizinho, citado pelo jornal, Mostefai era um dos cinco filhos de uma portuguesa e um argelino, "uma família normal, como todas as outras".

"Ele brincava com os meus filhos. Nunca falava de religião, era normal. Tinha alegria de viver, ria-se muito", disse o vizinho.

Segundo o New York Times, Mostefai nasceu na cidade de Courcouronnes, nos arredores de Paris, e cresceu nos arredores de Chartres, onde viveu até 2012.

O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, referiu que a informação ainda não foi confirmada, mas também não a desmente.

O Governo português diz mesmo que nem a mãe nem Ismael Omar Mostefai constam no registo civil português nem no registo consular

No sábado, o procurador de Paris, François Molins, disse que Mostefai era conhecido das autoridades por pequenos delitos cometidos entre 2004 e 2010 e era vigiado desde então por constar de uma base de dados dos serviços de informações com nomes de pessoas de ideologia islâmica radical.

Seis pessoas próximas de Mostefai, incluindo o pai, um irmão e uma cunhada, foram detidas para serem interrogadas.

Com Lusa

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