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Buscas em casas de suspeitos islamitas em França

A polícia francesa efetuou buscas em várias casas de suspeitos islamitas, durante esta madrugada e em vários pontos do país, confirmou esta manhã o primeiro-ministro, Manuel Valls.

© Pascal Rossignol / Reuters

De acordo com Manuel Valls, "mais de 150 raids" foram realizados em círculos islâmicos em França desde os ataques de sexta-feira.

Em Lyon, foram apreendidas armas, incluindo um lançador de foguetes, coletes à prova de bala, várias pistolas e uma Kalashnikov. Cinco pessoas foram detidas, segundo uma fonte citada pela France Press.

O canal BFM TV explicou que os investigadores tinham "várias dezenas de alvos" nestas operações, realizadas também em Grenoble (leste), Toulouse (sul), Jeumont (norte) e Bobigny (arredores de Paris).

Uma operação realizada em Bobigny estava diretamente relacionada com os ataques de Paris na noite de sexta-feira, precisou a "France Info", enquanto se aguarda a divulgação dos resultados.

Em Grenoble, segundo o BFM TV, houve seis detenções e foram apreendidas armas.

Em Toulouse, em vários pontos de La Reynerie, no bairro de Le Mirail--del, de onde era oriundo um dos autores dos atentados de Paris, o francês Mohamed Merah, também autor de várias mortes na região em março de 2012, foram detidas pelo menos três pessoas. Cerca de 200 agentes participaram nas buscas e detenções de Toulouse, que se prolongaram durante três horas.

O Governo francês decretou na noite de sexta-feira o estado de emergência, o que permite às forças da ordem ignorar alguns procedimentos legais que podem atrasar as buscas em habitações de suspeitos.

A França e a Bélgica lançaram no domingo várias ordens de busca e captura de um suspeito jihadista implicado na onda nos ataques de sexta-feira, Salah Abdeslam, e que no sábado escapou a uma operação em Bruxelas em que foram detidas várias pessoas, entre elas, o seu irmão, Mohamed.

Salah Abdeslam, de 26 anos e nacionalidade francesa, ainda que residente na Bélgica, foi quem alugou neste país o carro usado pelos autores do ataque à sala de espetáculos Bataclan, um Volkswagen Polo. Suspeita-se que possa ser o oitavo homem dos comandos jihadistas, além dos sete que se fizeram explodir em Paris, durante os atentados.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) referiu oito homens quando no sábado, em comunicado, reivindicou os atentados, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses.

De acordo com o último balanço feito pelos hospitais, das 415 pessoas que foram atendidas nos hospitais após os ataques, pelos menos 42 feridos continuavam no domingo à tarde em vigilância intensiva em unidades de reanimação.

Os ataques ocorreram em vários locais da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Com Lusa

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