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Advogados dos ativistas angolanos pedem celeridade ao tribunal

Os advogados de defesa dos 17 ativistas angolanos acusados de prepararem uma rebelião pediram hoje celeridade ao tribunal no interrogatório dos arguidos, que no segundo dia de julgamento ouviu apenas um dos elementos do grupo.

Ativistas angolanos, no Tribunal de Benfica, em Luanda.Novembro de 2015.

Ativistas angolanos, no Tribunal de Benfica, em Luanda.Novembro de 2015.

PAULO JULIÃO/LUSA

Em declarações à agência Lusa, o advogado Walter Tondela disse que foi considerada terminada a audição do arguido Manuel "Nito Alves", de 18 anos, iniciada segunda-feira, na 14.ª Secção do Tribunal Provincial de Luanda, em Benfica.

De acordo com o advogado, este segundo dia de julgamento deu continuidade ao interrogatório do dia anterior, seguindo-se o arguido Hitler Jessy Chivonde, cuja audição continua na quarta-feira.

"Já pedimos ao tribunal para ser mais célere, para ver se até sexta-feira [última sessão agendada] apresentamos as alegações e esperamos a data para a leitura da sentença", disse Walter Tondela.

Sobre a sessão de hoje, o causídico disse ter decorrido "com normalidade", apesar de "cansativa", até porque se "queriam criar novos factos" neste processo.

O julgamento dos 17 jovens ativistas, 15 deles detidos em prisão preventiva, desde junho, em Luanda, foi hoje retomado sob forte aparato policial e sem a presença de jornalistas na sala de audiência, que deixou de ser autorizada.

Depois do acesso sem restrições na segunda-feira, no arranque do julgamento, os jornalistas só estão autorizados a acompanhar o caso na sala de audiências na fase das alegações finais e na leitura do acórdão, ainda sem datas marcadas.

Os arguidos estão acusados pelo Ministério Público da coautoria de um crime de atos preparatórios para a rebelião e um atentado contra o Presidente angolano.

Depois da leitura dos despachos de acusação e de pronúncia, os advogados nas primeiras alegações pediram a libertação dos arguidos e apontaram ilegalidades processuais.

Lusa

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