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Fluxo de estrangeiros para Iraque e Síria manteve-se em 2015

O fluxo de combatentes estrangeiros para o Iraque e a Síria manteve-se em 2015, com cerca de 7.000 chegadas nos primeiros seis meses, e os europeus correspondem a um quinto do total, segundo um relatório internacional divulgado hoje.

No Global Terrorism Index (Índice do Terrorismo Global - ITG) 2015, realizado pelo Instituto para a Economia e Paz (IEP), de Sydney, concluiu-se também que o grupo Estado Islâmico provoca mais mortos no campo de batalha que através de atos terroristas e que o fundamentalismo islâmico não é a principal motivação dos atos de terror cometidos no Ocidente da última década.

"Quase 30.000 estrangeiros de 100 países viajaram para o Iraque e a Síria desde 2011", lê-se no documento, que cita estimativas de organizações internacionais e governos nacionais.

Os países europeus, não contando com a Turquia (04 por cento), são responsáveis por 21% desse contingente e França é o que mais cidadãos conta nas fileiras de grupos 'jihadistas', com cerca de 1.800 combatentes estimados.

O relatório, concluído antes dos atentados da passada sexta-feira em Paris, cujas investigações apontam para o envolvimento de atuais ou antigos membros do Estado Islâmico, indica por outro lado que pelo menos 180 'jihadistas' regressaram a França, suscitando nas autoridades o receio do seu potencial para cometer atos terroristas no país.

Dois terços dos combatentes estrangeiros na Síria e no Iraque são oriundos de países do Médio Oriente e Norte de África, com a Tunísia como principal "fornecedor", com 5.000 homens, e a Arábia Saudita como segundo, com cerca de 2.500.

Dos países não islâmicos, aqueles que mais combatentes contam são a Rússia, com cerca de 2.500, e França.

Na União Europeia (UE), além de França, destacam-se pelo número de combatentes que viajaram para aqueles dois países a Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Suécia e Holanda.

O Estado Islâmico, que em 2014 conquistou vastas áreas do Iraque e da Síria, provoca mais mortes no campo de batalha -- pelo menos 20.000 mortos em combates -- que através de atos terroristas -- cerca de 6.000.

A maioria de mortes por terrorismo nas últimas décadas não ocorreu no Ocidente: mesmo contando com o 11 de setembro de 2001, o atentado terrorista que mais mortos fez no Ocidente (2.996), elas correspondem a apenas 2,6% do total de mortes por atos terroristas.

No Ocidente, definido no relatório como o conjunto dos 38 países que compõem a Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália, a maioria dos ataques (70%) é cometida pelos chamados "lobos solitários" -- indivíduos ou pequenos grupos de indivíduos que cometem um ataque em apoio a um grupo, movimento ou ideologia, sem assistência material ou ordens desse grupo.

Mas o fundamentalismo islâmico não foi a principal motivação desses atos, com 80% das mortes provocadas por ataques terroristas no Ocidente a serem provocadas por extremismo político.

E, em 2014, apenas um atentado, o ataque de 24 de maio a um museu judaico na Bélgica, que fez quatro mortos, foi perpetrado por um antigo membro do Estado Islâmico.

Lusa

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