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ONU aprova resolução sobre abusos de direitos humanos na Coreia do Norte

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou hoje por maioria uma resolução que condena as "brutais" violações dos direitos humanos na Coreia do Norte.

Estátua do "Grande Líder" norte-coreano Kim-il Sung, na capital da Coreia do Norte, Pyongyang. (arquivo)

Estátua do "Grande Líder" norte-coreano Kim-il Sung, na capital da Coreia do Norte, Pyongyang. (arquivo)

© David Gray / Reuters

A medida vai ser submetida a votação na Assembleia Geral, em dezembro, mas a aprovação da resolução reflete já o compromisso sobre ações relacionadas com os direitos humanos no país.

A resolução recebeu os votos favoráveis de 112 países, mais um Estado do que em 2014; dezanove votaram contra e 50 nações abstiveram-se.

Os diplomatas europeus e do Japão, autores do projeto de resolução, já disseram que esperam mais votos do que aqueles que foram conseguidos em 2014 na Assembleia Geral da ONU que tem vindo a condenar o regime de Pyongyang -- devido a abusos de direitos humanos - desde 2005.

O texto que foi aprovado hoje condena o "incremento das brutais violações de direitos humanos" na Coreia do Norte.

Desde janeiro que foram já aprovadas duas resoluções sobre o assunto, o que "encoraja" o Conselho de Segurança a acusar Pyongyang junto do Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

Mesmo assim, a eventual posição pode contar com obstáculos colocados pela China, aliada da Coreia do Norte, e que tem poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em declarações em nome da União Europeia, a embaixadora do Luxemburgo, Sylvie Lucas, disse que os abusos de direitos humanos na Coreia do Norte constam "firmemente" da agenda internacional.

A resolução pede o encerramento da vasta rede de campos de prisioneiros na Coreia do Norte -- onde se encontram cerca de 100 mil presos em condições de grande precariedade.

O vice-embaixador norte-coreano nas Nações Unidas, Choe Myong-Nam, criticou o texto da resolução afirmando que se trata "de uma conspiração e de uma confrontação política por parte dos Estados Unidos e de outras forças hostis".

"A República Democrática e Popular da Coreia do Norte tem interesse no diálogo e na cooperação mas vai continuar a contra-atacar de forma vigorosa qualquer tentativa de pressão e de confrontação", concluiu o diplomata.

Lusa

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