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Sobe para 130 o número de mortos nos ataques em Paris

O número de mortos nos atentados da passada sexta-feira em Paris subiu para 130, anunciou hoje o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, numa intervenção no Senado (câmara alta do Parlamento).

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© Charles Platiau / Reuters

"Os terroristas mataram sem misericórdia, destruindo 130 vidas", declarou Valls, numa intervenção diante dos senadores franceses em defesa do prolongamento do estado de emergência em vigor no país desde os ataques.

O gabinete do primeiro-ministro francês confirmou à agência France Presse que o número de vítimas mortais foi atualizado, depois da morte, na quinta-feira, de um ferido que estava hospitalizado. O anterior balanço dava conta de 129 mortos.

Os atentados de 13 novembro fizeram igualmente cerca de 350 feridos.

"Muitos lutam ainda contra a morte", salientou Manuel Valls, na mesma intervenção.

"O estado de emergência é uma resposta imediata, poderosa, eficaz, para proteger os nossos cidadãos, para deter os indivíduos fanáticos, os criminosos que querem atacar o nosso país, os seus valores, atacar a nossa democracia", declarou Valls, no mesmo discurso de defesa do projeto de lei sobre o estado de emergência.

Na quinta-feira, o projeto de lei foi adotado quase por unanimidade pelos deputados franceses. O diploma propõe um prolongamento por um período de três meses do estado de emergência, a partir de 26 de novembro.

O texto também alarga a margem de manobra das forças de segurança ao nível das detenções domiciliárias, do prolongamento da detenção preventiva relacionada com ameaças de terrorismo e em matéria de buscas. Permite igualmente a dissolução de grupos ou associações ligadas a mesquitas ou locais de orações classificados como radicais.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou no sábado, em comunicado, os atentados de 13 de novembro na capital francesa. Entre os mortos, foram identificadas duas vítimas portuguesas.

Os ataques, perpetrados por pelo menos oito terroristas, sete dos quais morreram, ocorreram em vários locais de Paris, entre eles uma sala de espetáculos e o Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções da casa e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Entretanto, numa operação policial no bairro de Saint Denis, a norte de Paris, as autoridades mataram o alegado "cérebro" dos ataques, Abdelhamid Abaaoud.

Lusa

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