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Medidas de extrema segurança em Teerão para cimeira de exportadores de gás

Teerão prepara-se hoje, entre medidas de extrema segurança, para acolher a III Cimeira do Fórum de Países Exportadores de Gás (FPEG), em que estarão presentes nove chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros da organização.

reuters

Escolas, institutos e universidades da zona norte da capital permanecerão fechadas durante o encontro, o de maior peso político desde o início das reuniões do FPEG, em 2011.

Além disso, as principais autoestradas e avenidas da zona também ficarão cortadas ao trânsito, reservadas apenas para as autoridades, o que na prática implica um bloqueio da zona, dada a escassez de transportes públicos daquela cidade iraniana.

Como medida ainda mais extrema, não se tornou público o local do encontro e nem foram distribuídas as habituais acreditações para os meios de comunicação social e para os membros das delegações que irão participar na reunião.

Fontes da organização indicaram à imprensa, que teve de solicitar a acreditação com semanas de antecedência e entregar equipamentos e telemóveis no sábado às forças de segurança iranianas para serem analisados, os jornalistas autorizados a participar no encontro vão receber uma chamada, devendo apresentar-se num determinado lugar de Teerão uma hora antes do início da sessão.

Depois, serão transportados para sede da reunião, num dos poucos veículos que estarão autorizados a passar pelo cordão de segurança.

Já se encontram em Teerão os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro; da Bolívia, Evo Morales; da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang; da Nigéria, Mohamad Buhari; do Iraque, Fuad Masud, do Azerbaijão, Ilham Aliev, e do Turquemenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, assim como o primeiro-ministro da Argélia, Abdelmalek Sellal.

Ainda falta chegar o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, esperado ainda esta manhã, sendo que as restantes 19 delegações presentes na reunião são lideradas por ministros do Petróleo ou da Energia.

O FPEG é composto pela Rússia, Irão, Qatar, Argélia, Bolívia, Egipto, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Trinidad e Tobago, Venezuela e Emiratos Árabes Unidos, como membros de pleno direito, e países observadores, incluindo Holanda, Iraque, Omã, Peru, Azerbaijão, Cazaquistão e Noruega, com o Turquemenistão a participar como convidado especial.

A presença de tantos chefes de Estado na reunião foi interpretada pelas autoridades iranianas como "a indicação de mudança na comunidade internacional" relativamente ao seu país após o acordo sobre o programa nuclear anunciado em julho último.

Os países que participam na cimeira controlam 42% do abastecimento de gás mundial, 70% das suas reservas comprovadas, e 40% do fornecimento através de gasodutos e 65% do mercado mundial de gás natural liquefeito.

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