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Alemanha envia para o Mali 650 soldados para ajudar no combate ao Daesh

O Governo alemão vai enviar 650 soldados para o Mali, anunciou hoje a ministra da Defesa alemã, com o objetivo de apoiar a França, que está a travar uma luta contra o grupo extremista Estado Islâmico, Daesh.

(Arquivo)

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© Stringer . / Reuters

"Queremos e precisamos de estar com a França e fazer tudo o que podemos para ajudar nesta situação difícil", disse Ursula Von der Leyen, depois de ter "evocado" os atentados terroristas de 13 de novembro em Paris, no decurso de uma reunião da comissão da defesa da câmara baixa do Parlamento.

No domingo passado, o ministro da Defesa francês afirmou que todos os países europeus estavam disponíveis para lutar contra o terrorismo de maneira concreta, acrescentando que a França está a fazer um "inventário de possibilidades" conforme a situação de cada país.

"O conjunto dos países da União Europeia mostrou o seu apoio concreto à França. Por um lado, um certo número de Estados vai participar nos ataques, com ações fortes, no território sírio e iraquiano [controlado pelo grupo Estado Islâmico]. Os britânicos estão a pensar nisso e não são os únicos", afirmou Jean-Yves Le Drian, em declarações à televisão de notícias francesa 'i-télé'.

Outros países, acrescentou, em função dos meios e do seu enquadramento legal, podem ser capazes de fornecer apoio logístico para ajudar a França nesta situação e outros vão substituir o esforço militar francês noutros cenários, como em África.

Hoje, foi a vez da Alemanha apresentar uma nova proposta na Bundestag, que permita enviar "uma força de 650 soldados" para apoiar a missão, liderada pela ONU no Mali (Minusma), destinada a facilitar a implementação de um acordo de paz entre o Governo no Mali e os rebeldes no norte.

Trata-se, principalmente, de ajudar as forças de paz, incluindo cerca de 600 soldados holandeses no campo, em matéria de "logística e reconhecimento", precisou Von der Leyen, de acordo com uma declaração sobre as propostas divulgadas pela sua assessoria de imprensa.

A Alemanha, cujo atual mandato prevê um máximo de 150 soldados em Minusma, não tem de momento mais do que dez no norte do Mali. Cerca de 200 soldados alemães fazem agora parte da missão europeia de formação de soldados malaios no sul do país, zona muito menos perigosa.

O Ministério da Defesa alemão anunciou em outubro passado, antes dos ataques de Paris, que iria reforçar o contingente alemão no norte do Mali, mas sem quaisquer detalhes sobre o assunto.

Jean-Yves Le Drian disse ainda que França não prevê reduzir os efetivos que estão no Mali, onde, afirmou, está em marcha uma operação da força anti-terrorista Berkane (apoiada por franceses), que "atua todo o tempo".

"Evidentemente que se as forças europeias vierem em apoio e alívio das forças francesas é a defesa europeia em curso", considerou o governante francês.

A França, sublinhou, "não está sozinha" e o seu objetivo é formar uma coligação tão ampla quanto possível.

Lusa

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