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Cerca de 200 mil civis bloqueados no Iémen devido a combates

Cerca de 200 mil civis estão bloqueados em Taez, no sudoeste do Iemen, devido aos combates entre as forças governamentais e os rebeldes xiitas houthis, lamentou esta terça-feira a ONU.

© Khaled Abdullah / Reuters

Segundo o chefe das operações humanitárias da Organização das Nações Unidas, Stephen O'Brien, estes civis "vivem como num cerco e têm carências cruéis de água, alimentação e medicamentos".

Em comunicado, acusou os rebeldes houthis de "bloquear as rotas de aprovisionamento e continuar a impedir a entrega de ajuda humanitária", da qual os habitantes da cidade têm uma necessidade urgente.

Os bairros de habitação e as instalações médicas em torno de Taez estão a ser "bombardeados continuamente por tiros de obuses", acrescentou. Os hospitais de Taez estão sobrecarregados de feridos e com falta de pessoal.

Apesar dos esforços das agências humanitárias, as colunas de veículos permanecem bloqueados nos pontos de controlo e o acesso humanitário "muito limitado".

"Estou muito inquieto com as informações sobre os desvios de abastecimentos humanitários destinados aos habitantes de Taez", declarou O'Brien.

No passado dia 16, as forças pró-governamentais lançaram uma ofensiva para romper o cerco a Taez, capital da província homónima, e reconquistar o conjunto da província.

Os houthis destruíram numerosas pontes para impedir as tropas governamentais de avançar para a cidade, indicaram hoje fontes militares.

A aviação da coligação árabe, liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita, lançou na segunda-feira uma série de ataques às posições rebeldes no setor.

Os houthis entraram em guerra em 2014 contra o poder central e continuam a controlar as províncias do norte e a capital, Sanaa. Em julho, foram expulsos de cinco províncias do sul, entre as quais a de Aden.

Desde a intervenção em março de uma coligação militar árabe em apoio do Presidente Abd Rabbo Mansour Hadi que o conflito fez mais de 5.700 mortos, dos quais mais de 2.700 civis, segundo a ONU.

Lusa

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