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Médicos sem Fronteiras consideram ataque dos EUA a hospital afegão um "assustador catálogo de erros"

A investigação dos Estados Unidos ao ataque aéreo a um hospital dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Afeganistão revelou um "assustador catálogo de erros" cometidos pelos militares norte-americanos, disse esta quarta-feira a organização não-governamental.

A 3 de outubro, um ataque aéreo a um hospital daquela organização não-governamental durante uma ofensiva contra os talibãs a norte na cidade de Kunduz provocou a morte a 30 pessoas e obrigou ao encerramento daquela unidade a encerrar. (Arquivo)

A 3 de outubro, um ataque aéreo a um hospital daquela organização não-governamental durante uma ofensiva contra os talibãs a norte na cidade de Kunduz provocou a morte a 30 pessoas e obrigou ao encerramento daquela unidade a encerrar. (Arquivo)

© Parwiz Parwiz / Reuters

A 3 de outubro, um ataque aéreo a um hospital daquela organização não-governamental durante uma ofensiva contra os talibãs a norte na cidade de Kunduz provocou a morte a 30 pessoas e obrigou ao encerramento daquela unidade a encerrar.

"O assustador catálogo de erros hoje apresentado ilustra a negligência grosseira praticada pelas forças militares dos Estados Unidos e a violação das regras da guerra", disse o diretor-geral dos Médicos Sem Fronteiras, Christopher Stokes.

O responsável reagia à divulgação do relatório sobre o incidente revelado pelas autoridades norte-americanas.

Os Estados Unidos admitiram hoje que o bombardeamento ao hospital se deveu a um erro humano "trágico" e que os militares responsáveis foram suspensos.

Aquela é uma das principais conclusões da investigação interna realizada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para esclarecer o bombardeamento do hospital.

Segundo o relatório, o erro humano foi provocado por falhas no sistema e procedimentos de atuação.

O documento refere que os militares responsáveis pelo ataque não tomaram as medidas apropriadas para verificar se o alvo era um objetivo militar legítimo.

Lusa

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