sicnot

Perfil

Mundo

ONU diz que medidas do Governo brasileiro e de mineradoras após rutura de barragem foram insuficientes

Especialistas das Nações Unidas em Direitos Humanos sobre meio ambiente e resíduos tóxicos afirmaram hoje que as medidas do Governo brasileiro e das empresas mineradoras responsáveis pela barragem que se rompeu em Minas Gerais foram "claramente insuficientes".

(arquivo)

(arquivo)

© Ricardo Moraes / Reuters

Duas barragens da empresa Samarco romperam-se na cidade de Mariana no passado dia 05, e a lama com resíduos da exploração de minério de ferro invadiu a localidade de Bento Rodrigues, destruindo casas e provocando mais de 20 mortos e desaparecidos.

A lama com os resíduos invadiu o rio Doce e chegou também a outras cidades de Minas Gerais e ao Estado do Espírito Santo, onde desaguou no mar e deixou um rastro de destruição, com a morte de peixes e afetando o abastecimento de água.

Os relatores especiais da ONU sobre direitos humanos John Knox, especialista em meio ambiente, e Baskut Tuncak, em substâncias perigosas, pediram que o Governo brasileiro e as empresas participadas da Samarco, a Vale e a BHP Biliton, adotem medidas para proteger o meio ambiente e as comunidades em risco de exposição aos resíduos tóxicos.

"Não é aceitável que tenha demorado três semanas para que informações sobre os riscos tóxicos da catástrofe da mina tenham vindo à tona", afirmaram os especialistas, em comunicado divulgado hoje pela ONU.

Os relatores disseram também que a rutura das barragens lançou no rio Doce 50 milhões de toneladas de resíduos de minério de ferro, com altos níveis de metais e produtos químicos tóxicos, e questionaram se as leis do Brasil são consistentes com os padrões internacionais de direitos humanos.

"Este desastre serve como mais um exemplo trágico do fracasso das empresas em conduzir adequadamente as diligências necessárias para prevenir violações de direitos humanos", disseram.

O Governo brasileiro divulgou hoje ter tomado todas as ações de emergência após a rutura das barragens, e que agora monitora a situação, em declarações à imprensa dos ministros Gilberto Occhi, da Integração Nacional, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente.

"O governo atuou por intermédio de uma 'task force' com todos os setores na busca de salvar pessoas e, num segundo momento, que até hoje permanece, na garantia do abastecimento de água às 15 cidades atingidas", disse Izabella Teixeira, ao programa Bom Dia Ministro, do Governo do país.

Lusa

  • BE diz que é urgente preparar o país para a saída do euro
    1:10

    País

    Catarina Martins diz que é urgente preparar o país para o cenário de saída do euro. No final da reunião da mesa nacional do Bloco de Esquerda, a coordenadora do partido criticou o encontro de líderes europeus em Roma e disse ainda que a Europa da convergência chegou ao fim.

  • "Mais UE não significa mais Europa"
    0:50

    País

    O secretário-geral do PCP insiste nas críticas à União Europeia. Um dia depois da comemoração dos 60 anos do Tratado de Roma, Jerónimo de Sousa defendeu, no Seixal, que o modelo europeu está esgotado e prejudica vários países, incluindo Portugal.

  • Mais de 50 detidos pela GNR em 12 horas

    País

    A GNR fez 51 detenções entre as 20:00 de sábado e as 08:00 de hoje, 39 das quais por condução sob efeito do álcool ou sem carta, e três por violência doméstica, segundo um comunicado hoje divulgado.

  • "Um Lugar ao Sol"
    17:05
    Perdidos e Achados

    Perdidos e Achados

    SÁBADO NO JORNAL DA NOITE

    O Perdidos e Achados foi conhecer como eram as férias de outros tempos. Quando o Estado Novo controlava o lazer dos trabalhadores e criava a ilusão de um país exemplar. Na Costa de Caparica, onde é hoje o complexo do INATEL estava instalada a maior colónia de férias do país, chamava-se "Um Lugar ao Sol".

  • Monumentos de 7 mil cidades às escuras por 1 hora
    2:51