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Vale tudo na Venezuela de Maduro

A lei é clara. Proíbe a utilização de recursos do Estado para promover candidatos. Mas na Venezuela de Maduro pouco importa o que diz a lei. A máxima é: "que ganhe o melhor".

Nicolas Maduro

Nicolas Maduro

© Handout . / Reuters

Casas, carros, pernas de porco, bolsas de estudo, tabletes, iluminação pública, pensões de reforma. Vale tudo para conquistar votos.

A lei diz que os recursos do Estado não podem ser usados para estes fins. Nada que demova Nicolás Maduro. O "filho de Chaves" espera que dê frutos, mas a campanha não parece estar a corre-lhe bem.

Segundo as sondagens, a oposição prepara-se para ganhar o controlo da Assembleia Nacional (parlamento) pela primeira vez em 16 anos, isto é, desde que o mentor do Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, o falecido líder Hugo Chaves, chegou ao poder, em 1999.

O presidente do parlamento, Diosdado Cabello, já veio dizer que se o chavismo perder a maioria parlamentar, "haverá um conflito de poderes".

Esta quarta-feira, o líder da oposição foi morto. Luís Manuel Siaz, do partido Ação Democrática, foi assassinado durante um comício por tiros disparados de dentro de um carro.

A oposição, claro, responsabiliza o Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv, o partido do Governo) e alegados apoiantes do Presidente Nicolas Maduro.

O presidente respondeu, em comunicado, ter-se tratado de um caso de morte por encomenda, para perturbar as eleições legislativas previstas para 6 de dezembro

As eleições estão marcadas para o dia 6 de dezembro. Cerca de 19,5 milhões de venezuelanos decidem de que forma será renovada os 167 lugares que compõem o parlamento venezuelano.

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