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Hillary Clinton diz que luta dos negros por igualdade está longe de terminar

​Sessenta anos depois de Rosa Parks se ter recusado a ceder o lugar a um passageiro branco num autocarro, Hillary Clinton denunciou o racismo persistente da sociedade americana, prometendo continuar na Casa Branca a luta contra a desigualdade.

Rodeada pelo advogado de Rosa Parks, Fred Gray (na imagem), e por uma filha de Martin Luther King Jr., Bernice King, Hillary Clinton sublinhou que, apesar das grandes leis de direitos civis da década de 60, os negros americanos continuam a ser tratados de forma desigual pela justiça, pelos agentes policiais e por certas leis.

Rodeada pelo advogado de Rosa Parks, Fred Gray (na imagem), e por uma filha de Martin Luther King Jr., Bernice King, Hillary Clinton sublinhou que, apesar das grandes leis de direitos civis da década de 60, os negros americanos continuam a ser tratados de forma desigual pela justiça, pelos agentes policiais e por certas leis.

© Marvin Gentry / Reuters

"Para muitos americanos, especialmente os afro-americanos, o sistema penal não é o que deveria ser", disse a candidata presidencial democrata, num discurso na igreja batista Dexter Avenue Baptist Church King Memorial, em Montgomery, no Estado do Alabama (sul), onde o boicote dos autocarros começou após o ato de Rosa Parks, a 1 de dezembro de 1955.

Rodeada pelo advogado de Rosa Parks, Fred Gray, e por uma filha de Martin Luther King Jr., Bernice King, Hillary Clinton sublinhou que, apesar das grandes leis de direitos civis da década de 60, os negros americanos continuam a ser tratados de forma desigual pela justiça, pelos agentes policiais e por certas leis, especialmente no velho sul segregacionista.

"Há algo de profundamente injusto quando os homens negros são mais propensos a ser detidos e revistados pela polícia, a ser acusados de um crime e condenados a penas de prisão mais longas do que os homens brancos", acrescentou a candidata, lamentando que um terço dos homens negros nos Estados Unidos corra o risco de ser preso algures durante o seu tempo de vida.

Segundo Hillary, milhão e meio de homens negros faltam às suas famílias, ou porque morreram prematuramente ou porque estão presos.

"É hora de mudar a nossa abordagem e acabar com a era do encarceramento em massa nos Estados Unidos", acrescentou Hillary Clinton, cujo marido, Bill Clinton, promulgou, nos anos 1990, um endurecimento histórico da política penal norte-americana.

A candidata democrata, que se reuniu nos últimos meses com elementos do movimento de protesto "Black Lives Matter" (traduzível como "As Vidas dos Negros Importam"), falava a convite da National Association Bar, associação nacional dos advogados.

Para Hillary Clinton, a luta contra o racismo é uma responsabilidade de toda a sociedade norte-americana.

Lusa

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