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NATO concorda em manter 12 mil militares no Afeganistão em 2016

Os chefes da diplomacia da NATO concordaram hoje em manter cerca de 12.000 efetivos no Afeganistão durante todo o ano de 2016 no âmbito da operação de assistência às forças de segurança locais, anunciou o secretário-geral da Aliança.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Jonathan Ernst / Reuters

"Manteremos a presença desta missão (...) durante 2016", referiu Jens Stoltenberg em conferência de imprensa, depois de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança com os países que integram a missão no Afeganistão, uma decisão justificada pela situação de segurança no país.

O secretário-geral da NATO confirmou que a decisão implica a permanência no Afeganistão de "aproximadamente 12.000 soldados" em diversas regiões do país, apesar de a Aliança ter previsto o regresso para Cabul, no final de 2015, dos efetivos da missão "Apoio Decidido", envolvidos na formação, aconselhamento e assistência às instituições de defesa e às forças de segurança afegãs. Desta forma, o regresso à capital destes efetivos fica adiado por pelo menos mais um ano.

"Assinalo o forte compromisso dos países em manter o nível de contribuição de tropas. Muitos aliados emitiram anúncios e contribuições", disse Stoltenberg, que garantiu uma posterior "retificação" da missão em função das necessidades.

Os ministros também concordaram iniciar hoje a campanha destinada a garantir financiamento para as forças de segurança afegãs no período 2018-2020, para que esteja concluída na próxima cimeira da NATO, prevista para julho em Varsóvia, a capital da Polónia.

O secretário-geral aliado também assegurou que a NATO está empenhada em reforçar a futura parceria política com o Afeganistão, que se sintetizará na missão "Associação Duradoura", que será dirigida por civis e dará apoio ao "Apoio Decidido".

Stoltenberg deixou ainda claro que a atual missão vai manter a sua natureza e que em qualquer caso será uma missão de combate.

Em paralelo, o chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier, afirmou em declarações aos media que a continuidade da missão "será garantida até que não existam revezes na situação de segurança do Afeganistão".

O Governo de Alemanha concordou recentemente em prolongar a sua presença militar no Afeganistão até finais de 2016 e aumentar o número de efetivos da missão que colabora na formação das forças de segurança afegãs para 980 soldados, contra os atuais 850 militares no terreno.

Lusa

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