sicnot

Perfil

Mundo

ONU diz que insegurança alimentar atingirá pico em 2050

A insegurança alimentar atingirá um pico em 2050, apesar dos esforços para redução das emissões poluentes e adaptação às consequências do aquecimento global, indicou hoje o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM), na cimeira do clima de Paris.

© Agencja Gazeta / Reuters

A causa prende-se com a "inércia do sistema climático", que faz com que as consequências da poluição se sintam várias décadas depois do momento em que ocorrem.

Uma ferramenta digital hoje apresentada pelo PAM, em colaboração com o centro britânico de meteorologia Hadley, após cinco anos de trabalho, simula os cenários possíveis em função dos esforços realizados para combater as alterações climáticas.

"As secas aumentam em cerca de 15% o atraso do desenvolvimento físico; a escassez de água aumenta as possibilidades de conflito em cerca de 60%; e as inundações multiplicam por 15 as mortes infantis", destacou a diretora executiva do PAM, Ertharin Cousin.

Por essa razão, classificou como "vital" o novo instrumento para lutar contra estes perigos e conseguir alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de fome zero em 2030.

O mapa mostra a insegurança alimentar nos Estados pobres de África, Ásia e América Latina em três momentos distintos -- na atualidade, em 2050 e em 2080 -- e reúne pela primeira vez dados individualizados por país.

De acordo com a projeção, se se combinar a redução de emissões com uma boa adaptação aos efeitos climáticos adversos, em 2080 a insegurança alimentar diminuirá em relação ao momento atual e a 2050.

O investimento para a adaptação aos desafios climáticos não será suficiente se, ao mesmo tempo, os Estados não baixarem a emissão de gases poluentes, frisou o PAM.

A investigação assenta nos contributos nacionais e nos mais recentes estudos sobre os efeitos negativos das alterações climáticas.

"A única forma de acabar com a insegurança alimentar é combinar a mitigação com a adaptação", resumiu a investigadora principal do Centro Hadley, Julia Slingo.

Lusa

  • Pedrógão e o Governo das culpas dos outros

    Opinião

    Depois das revelações do ‘Expresso’ e do ‘i’, o primeiro-ministro e os ministros saíram à rua com uma estratégia muito bem definida: desmentir a existência de listas secretas e centrar as atenções no Ministério Público. Ao mesmo tempo, nas redes sociais, está em curso (mais) uma campanha contra os jornalistas. Os anónimos, com cartão de militante, que escrevem nessas páginas acusam os jornais das “mais rebuscadas teorias da conspiração”. Nada de novo portanto.

    Bernardo Ferrão

  • "A verdadeira questão são as imagens com que abrimos o Jornal, é um país que está a arder"
    2:52

    Opinião

    A polémica em torno do número de vítimas da tragédia de Pedrógão Grande esteve em análise no Jornal da Noite. Miguel Sousa Tavares diz não compreender "que se faça disto uma questão política" e reitera que o foco deve centrar-se nas imagens de "um país que está a arder". O comentador SIC afirma ainda que "64 mortos num incêndio é um escândalo, um número absurdo".

    Miguel Sousa Tavares

  • "Hoje vi chover lume"
    3:57
  • Quase mil bombeiros combatem chamas na Sertã
    1:37

    País

    O incêndio que deflagrou no domingo, na Sertã, concelho de Castelo Branco, ainda não foi extinto. Perto de mil homens combatem as chamas no terreno, apoiados por 10 meios aéreos. O fogo tem frentes em Mação e Proença-a-Nova.

  • Proteção Civil acusada de gestão errática no incêndio de Mação
    1:26

    País

    O comandante dos Bombeiros de Constância e o vice-Presidente da Liga dos Bombeiros acusam a Proteção Civil de desviar meios do fogo de Mação, em Santarém, que eram essenciais para travar o incêndio. As chamas desceram da Sertã e acabaram por queimar uma casa de habitação.

  • Milhares de clientes da CGD vão pagar quase 5€/ mês por comissões de conta
    1:24
  • "A Minha Outra Pátria": o drama da Venezuela no Jornal da Noite
    2:12
  • O apelo da adolescente arrependida de ir lutar pelo Daesh

    Daesh

    Uma adolescente alemã que desapareceu da casa dos pais, no estado da Saxónia, esteve entre os vários militantes do Daesh detidos este fim de semana na cidade iraquiana de Mossul. Arrependida do rumo que deu à sua vida, deixou um apelo emocionado em que expressa, repetidamente, a vontade de "fugir" e voltar para casa.

    SIC

  • Bebé Charlie Grad já não vai receber tratamento nos EUA

    Mundo

    A mãe de Charlie Grad disse esta segunda-feira que o bebé poderia ter vivido uma vida normal, caso tivesse começado a receber tratamento cedo. Já o pai admitiu que o filho não iria viver até ao primeiro aniversário. O bebé foi diagnosticado com uma doença rara e um hospital em Inglaterra pediu permissão para desligar a ventilação artificial e fornecer-lhe cuidados paliativos. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos aceitou e, até hoje, os pais travaram uma batalha na Justiça para suspender a decisão na esperança de irem tratar o filho nos Estados Unidos da América.