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Fraca formação dos pilotos em situações de emergência na origem do acidente da AirAsia

A investigação às causas do acidente do avião da AirAsia que se despenhou no Mar de Java no ano passado, matando 162 pessoas, aponta o dedo à formação deficitária dos pilotos para lidar com situações de emergência.

© Darren Whiteside / Reuters


O relatório final da agência nacional de segurança nos transportes da Indonésia, conhecido na terça-feira, indicou que uma falha no sistema que controlava o leme do Airbus A320-200 esteve na origem uma série de acontecimentos que geraram o acidente.

No entanto, foi a decisão do piloto de reiniciar o sistema, que desligou o piloto automático do avião, e a inexperiência de voo em situações inesperadas e críticas que fez com que a aeronave ficasse numa situação da qual não conseguiu recuperar.

Segundo a investigação, "a tripulação não estava treinada para a recuperação" do voo numa situação em que a atitude ou velocidade da aeronave fique fora dos padrões normais de operação, acrescentando que o avião entrou numa "condição de bloqueio prolongado que foi além da capacidade de recuperação da tripulação".

O relatório disponibiliza os mais recentes pormenores sobre a queda do avião a 28 de dezembro do ano passado, durante o que deveria ter sido um voo de rotina entre a cidade indonésia de Surabaia e Singapura.

Os corpos de 56 pessoas nunca foram recuperados, apesar de uma extensa operação internacional de busca.

Os investigadores tinham inicialmente atribuído o acidente às más condições atmosféricas, mas novas descobertas mostram que falhas no equipamento e formação desadequada deram também o seu contributo.

Uma falha mecânica no sistema de leme -- que já tinha causado problemas 23 vezes no ano anterior -- lançou repetidos alertas aos pilotos.

O copiloto assumiu o controlo enquanto o piloto tentava resolver a falha, mas não foi capaz de lidar com a situação e o avião despenhou-se.

Lusa

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