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Mulheres e adolescentes principais vítimas de conflitos e crises humanitárias

Mulheres e raparigas adolescentes estão a ser particularmente afetadas pelo crescente número de conflitos e crises humanitárias devido à falta de serviços de saúde como o apoio à maternidade e a prevenção de doenças sexuais, alerta a ONU.

Adolescente síria num campo de refugiados da ONU na Jordânia (Arquivo)

Adolescente síria num campo de refugiados da ONU na Jordânia (Arquivo)

© Majed Jaber / Reuters

O relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) sobre "O Estado da População Mundial", os conflitos, desastres naturais e outras situações de emergência humanitária estão a ter maior um grande impacto na saúde e bem estar das mulheres e raparigas devido às necessidades específicas em termos de saúde sexual e reprodutiva.

Estima-se que cerca de 26 milhões, um quarto do total de 100 milhões de pessoas vítimas de crises humanitárias em termos de saúde e bem estar, são mulheres e raparigas em idade reprodutiva, ou seja, entre os 15 e 49 anos.

Violência física e sexual, incluindo violação, e a ausência ou quase de serviços básicos como serviços de maternidade ou planeamento familiar aumentam os casos de mortalidade infantil e os riscos deste grupo de contrair doenças sexualmente transmissíveis, como VIH ou SIDA.

O relatório, que este ano adotou este ano o título "Abrigo da Tempestade: Uma agenda transformadora para mulheres e raparigas num mundo propenso a crises", apela a uma mudança do paradigma na resposta global a crises humanitárias, pedindo maior ênfase à prevenção, preparação e reforço da resiliência de países, comunidades, instituições e indivíduos.

"Ter os meios para evitar uma gravidez e estar a salvo de violência sexual são direitos humanos básicos", defende a diretora-executiva do FNUAP, Babatunde Osotimehin, que acrescentou: "Os direitos não desaparecem, e as mulheres não deixam de dar à luz quando os conflitos rebentam ou acontece um desastre."

O FNUAP é cada vez mais solicitado a enviar assistência a emergências humanitárias, tendo só este ano respondido a crises em 38 países em 2015, porém confronta-se com problemas de financiamento.

Este ano, revelou, recebeu menos de metade do necessário para providenciar assistência em termos de saúde sexual e reprodutiva a mulheres e raparigas adolescentes.

Também as Nações Unidas têm enfrentado dificuldades para responder às crises humanitárias: em 2014, registou um buraco de 7,5 mil milhões de dólares (7,06 mil milhões de euros) nos 19,5 mil milhões de dólares (18,37 mil milhões de euros) considerados necessários.

Lusa

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