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Polícia encontra 12 bombas caseiras em casa dos suspeitos do tiroteio em San Bernardino

A polícia descobriu hoje 12 bombas de fabrico caseiro no apartamento dos suspeitos envolvidos no tiroteio de San Bernardino (Califórnia, EUA), que provocou 14 mortos na quarta-feira, referiu o chefe da polícia local.

© Alex Gallardo / Reuters

As autoridades elevaram para 21 o número de feridos e confirmaram que continuam a investigar os motivos do ataque, sem que até ao momento tenha sido excluída qualquer possibilidade.

O diretor do FBI em Los Angeles, David Bowdich, pediu "paciência" com o desenvolvimento das investigações, pelo facto de existirem múltiplas vítimas e muitos cenários que implicam recolha de provas, e disse ser "demasiado cedo" pra especular sobre as causas do massacre.

No entanto, indicou que, caso se observe o armamento na posse dos suspeitos, o casamento combinado entre Syed Farook e Tashfeen Malik, e o plano executado, será "óbvio" que tinham uma missão, mas o FBI ainda desconhece os motivos.

Por sua vez, o chefe da polícia local da cidade, Jarrod Burguan, informou que uma casa relacionada com os suspeitos em Redlands, uma cidade próxima de San Bernardino, está incluída no "foco da investigação", por terem sido encontradas 12 bombas de fabrico caseiro e ferramentas que poderiam ser usadas para o seu fabrico, juntamento com outro tipo de armamento, como espingardas e cartuchos.

"Estavam equipados e poderiam ter continuado e fazer outro ataque", disse o responsável policial sobre o casal, abatido durante a operação de busca montada pela polícia após o ataque contra o Inland Regional Center, um centro de apoio para incapacitados e onde os empregados celebravam uma festa.

Barguan precisou a intensidade do confronto com a polícia e em que foram mortos os dois suspeitos, que se julga terem disparados 76 cartuchos de munições de espingardas em direção à polícia.

"Temos a certeza que as duas pessoas envolvidas no tiroteio são os dois mortos", acrescentou Barguan, que disse não possuir informações sobre a existência de uma "ameaça imediata" na zona, e excluiu que estejam a ser procurados mais suspeitos.

Lusa

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