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Satélite europeu inicia missão em busca de ondas gravitacionais

O satélite europeu LISA Pathfinder foi lançado esta quinta-feira para o espaço, iniciando-se uma missão pioneira que procura captar, pela primeira vez, as ondas gravitacionais postuladas pelo físico Albert Einstein na Teoria da Relatividade Geral, que tem 100 anos.

(Arquivo)

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© NOAA NOAA / Reuters

Desta forma, a missão pretende contribuir, a longo prazo, para o estudo de supernovas (estrelas que explodiram violentamente) e de buracos negros.

Com um dia de atraso, devido a um problema técnico, o satélite foi lançado a bordo de um foguetão Vega, às 04:04 TMG (mesma hora em Lisboa), do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, confirmou o centro operacional da agência espacial europeia ESA, citado pela agência Efe.

O satélite separou-se do foguetão às 05:50 TMG, conforme o previsto, culminando a primeira fase de um processo que o levará até à sua posição final, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra.

Segundo a agência noticiosa espanhola Efe, os próximos dez dias serão cruciais para seguir a trajetória do LISA Pathfinder, período durante o qual a ESA tem previsto uma série de manobras, que implicam o envolvimento de 50 cientistas a trabalhar em turnos diários, de noite e dia.

Até 11 de dezembro, serão ligados, seis vezes, os módulos de propulsão do satélite, fazendo com que a sua órbita elíptica seja muito mais ampla.

Uma vez concluída esta etapa, os módulos de propulsão do satélite voltam a ser ligados, um mês depois, para que possa continuar a sua rota em direção ao Sol, até alcançar, em finais de janeiro, o chamado ponto Lagrange 1.

Este local é considerado adequado para as experiências do LISA Pathfinder, pois é onde as forças de gravidade da Terra e do Sol se neutralizam, anulando as interferências.

O cerne da missão LISA Pathfinder são duas massas cúbicas idênticas, de 46 milímetros de lado e dois quilos, feitas de uma liga de ouro e platina, que flutuam no interior de um complexo mecanismo que as mantém isoladas e que controla todas as condições externas.

A meta é aferir, com a máxima precisão (até ao picómetro, a trilionésima parte de um metro), o comportamento destas massas, dispostas a uma distância constante de 38 centímetros, e detetar qualquer diferença entre elas, uma vez que, sem influência exterior, deveriam mover-se em perfeita sincronia.

Se a tecnologia se revelar fiável e precisa, a agência espacial europeia pretende pôr em marcha, em 2034, a missão eLISA, que consistirá em três satélites, a formar um triângulo de cinco milhões de quilómetros de lado, com uma destas massas em cada um.

Os cientistas admitem que, atrás das variações que se possam registar nas medições em cada um destes satélites, poderão estar escondidas as ondas gravitacionais.

Publicada em 1915, a Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, prevê a existência destas ondas.

De acordo com os especialistas, as ondas gravitacionais espaciais, umas ondulações produzidas no contínuo espaço-tempo por fenómenos muito violentos, como as supernovas ou a fusão de dois buracos negros, são abundantes e contêm informação-chave.

Os peritos consideram que nessa informação poderão estar respostas para algumas das incógnitas fundamentais do Cosmos, como dados sobre o Big Bang, uma espécie de fogo-de-artifício de partículas que deu origem ao Universo, há cerca de 14 mil milhões de anos.

Até à data, a comunidade científica não conseguiu captar diretamente as ondas gravitacionais, apesar de ter conhecimento, indireto, da sua existência.

Lusa

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