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Eleições parlamentares venezuelanas estão a decorrer "com normalidade"

As eleições parlamentares da Venezuela estão a decorrer "com normalidade", disse hoje o eurodeputado português, José Inácio Faria, do Partido da Terra (MPT), que se encontra em Caracas onde participa como observador do processo eleitoral.

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

"Sente-se que há uma grande participação e está tudo a correr com normalidade. Não vejo apreensão nas pessoas. Parece que estou em Portugal e (que) estamos num dia perfeitamente normal em Portugal, quando as pessoas vão votar", disse.

José Inácio Faria falava à Agência Lusa, durante uma visita ao centro eleitoral Liceu Santo Tomáz de Villanueva, onde sublinhou que "há gente dentro, sentada, à espera para votar, e cá fora há uma longa fila à espera para votar".

"Claro que há agentes de autoridade que tentam demonstrar que as pessoas podem estar à vontade, que estão protegidas", disse.

Por outro lado, sublinhou que está a ser recebido de maneira "muito amável, muito simpática" pelos eleitores e que de momento não viu nenhuma alteração.

"Sente-se que as pessoas estão contentes por nós estarmos aqui, lançam-nos sorrisos, alguns agradecem, sem ser muito efusivos, mas agradecem. Alguns piscam o olho, acenam com a cabeça", frisou.

O eurodeputado José Inácio Faria iniciou, sexta-feira, uma visita de três dias a Caracas onde é "o único português a integrar uma delegação não oficial do Parlamento Europeu (PE), constituída ainda por quatro eurodeputados espanhóis do Partido Popular Europeu, único grupo do PE que deu apoio político a esta deslocação".

No dia de hoje esteve reunido com vários embaixadores que lhe transmitiram alguns conselhos sobre a observação eleitoral na Venezuela.

A Venezuela tem 19,8 milhões de inscritos nesta eleição, da qual resultará um novo parlamento de 167 deputados, três dos quais em representação das comunidades indígenas.

As urnas encerrarão pelas 18:00 horas locais (22:30 horas em Lisboa), permanecendo abertos aqueles centros onde se encontrem cidadãos à espera de votar.

Lusa

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