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Mariano Rajoy alerta que acordo tripartido contra PP seria "um erro"

O presidente do Governo espanhol alertou hoje para a possibilidade de um acordo tripartido PSOE-Ciudadanos-Podemos para evitar que o PP governe, considerando que tal seria "um erro e algo não muito de acordo com os parâmetros democráticos".

© Jon Nazca / Reuters

Neste contexto, apelou aos espanhóis que, nas eleições do próximo dia 20, tenham em conta as declarações nesse sentido que têm vindo a ser feitas por alguns dos candidatos.

De acordo com a agência espanhola Efe, que cita declarações aos jornalistas feitas por Mariano Rajoy à entrada para a cerimónia institucional que assinala o Dia da Constituição, o governante defende que deve formar Governo o partido que for mais votado no sufrágio.

Recordando que foi sempre assim que aconteceu em Espanha, o chefe do executivo reiterou o seu compromisso de que, caso não saia vencedor das eleições, renunciará a formar governo.

Mariano Rajoy pronunciou-se ainda sobre a Constituição espanhola, considerando que goza "de muito boa saúde", mas ainda assim assegurou que não põe de parte a possibilidade de uma reforma e estaria disposto a estudar propostas que lhe fossem apresentadas nesse sentido.

Contudo, Rajoy esclareceu que não considera que uma eventual reforma constitucional como uma "prioridade", afirmando que "toda a gente" fala em alterar a Carta Magna, numa alusão às várias forças políticas, mas "todos têm o mesmo problema, que é não saber o que querem reformar".

Para o chefe de Governo, as "prioridades" passam por apostar na criação de emprego, assegurar as garantias de bem-estar da população através das pensões e dos serviços essenciais, manter a unidade de Espanha e lutar contra o terrorismo.

Numa entrevista ao programa "A Sexta Noite", na noite de sábado, Mariano Rajoy afirmou-se ainda convencido que um dia será uma mulher a chefiar o executivo espanhol, mas disse preferir que tal ocorra depois de concluir o seu segundo mandato.

Em linha com as declarações da vice-presidente Soraya Sáenz de Saantamaría, que numa entrevista antecipou que chegaria o dia em que uma mulher chegaria à liderança, Rajoy, quanto questionado sobre se tal poderia ocorrer após as eleições do dia 20 por entrega do testemunho à vice-presidente, precisou que gostaria que a chegada de uma mulher ao Palácio da Moncloa ocorresse após o seu segundo mandato.

"É por isso que me candidato", explicou, considerando que não faz sentido entrar em especulações a longo prazo sobre futuros candidatos porque o importante é centrar-se nos assuntos que interessam aos cidadãos.

Questionado sobre se demitirá da presidência do PP caso não vença as próximas eleições, Rajoy garantiu não estar a pensar nessa questão, mas sim focado em tentar vencer o sufrágio.

A este propósito, o chefe de Governo assegurou que o seu partido concorre às eleições "com candidaturas totalmente limpas" e sublinhou que fará "o impossível para evitar mais casos de corrupção".

Admitindo que o tema da corrupção o fez "sofrer muito", Mariano Rajoy assegurou que o seu partido afastou todos os que "fizeram o que não deviam".

Contudo, negou que os últimos quatro anos tenham sido os mais afetados pela corrupção, mas antes "os quatro anos em que mais se publicitou a corrupção de anos passados".

Mariano Rajoy garantiu ainda que o seu Governo continuará, como até agora, a dar "liberdade e autonomia totais" a juízes, polícia, guarda civil e autoridade tributária" para que "façam o seu trabalho" de investigação e julgamento da corrupção de forma a que "os culpados paguem por isso".

No programa "A Sexta Noite", Rajoy apelo ainda ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na véspera das eleições naquele país, para que respeite a democracia, a liberdade e os direitos humanos.

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