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Iraque avisa a Turquia para retirar forças enviadas sem permissão

O Governo iraquiano avisou hoje a Turquia de que se está a esgotar o prazo para retirar as forças que enviou para o norte do Iraque sem permissão, mas Ancara respondeu que é improvável que as retire.

(arquivo)

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© Thaier Al-Sudani / Reuters

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, disse que "já só faltam 24 horas" das 48 que Bagdad deu ao Governo turco para retirar tanques e soldados enviados para uma base perto de Mossul.

Abadi visitou a sede da Força Aérea do país e declarou: "Temos de estar preparados e prontos para defender o Iraque e a sua soberania", indicou o seu gabinete.

"A Força Aérea tem a capacidade de proteger o Iraque e as suas fronteiras de qualquer ameaça que enfrente", acrescentou o chefe do executivo iraquiano.

Mas apesar das duras declarações de Abadi, que está a lutar para manter a soberania do Iraque enquanto recebe ajuda estrangeira para combater o grupo extremista Estado Islâmico, a Força Aérea de Bagdad está em clara desvantagem em relação à Turquia em matéria de armamento, e a sua grande arma é apenas a diplomacia.

Um alto responsável turco disse hoje que é improvável que Ancara retire as suas forças, que são entre 150 e 300 soldados apoiados por 20 tanques, que foram enviados para uma base na zona de Bashiqa, perto de Mossul, bastião do grupo 'jihadista'.

"Esperamos que fiquem", disse o responsável turco, embora acrescentando que "isso dependerá de negociações".

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, esclareceu hoje que o pedido de retirada se aplica apenas ao mais recente destacamento de tropas e equipamento militar turco, e não aos formadores turcos que estão a treinar forças no norte do país há algum tempo.

"O pedido iraquiano [de retirada] diz apenas respeito à violação registada com a presença de forças armadas turcas sem coordenação com o Iraque", disse Jaafari numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo alemão, Frank-Walter Steinmeier.

"Os conselheiros são outro assunto; há conselheiros de vários países, e nós aceitámos a presença de conselheiros, mas não a entrada de forças terrestres em território iraquiano", frisou Jaafari.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, tentou minimizar o recente envio de tropas, classificando-o como "atividade de rotação rotineira" associada à missão de treino e como "um reforço contra riscos de segurança".

Lusa

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