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Alterações climáticas são teoria esquerdista, diz candidato republicano à Casa Branca

O candidato republicano à Casa Branca Ted Cruz considerou hoje que as alterações climáticas são uma teoria esquerdista sem qualquer fundamento científico, para impor um controlo importante dos governos sobre a economia e o setor energético.

© Brian Frank / Reuters

"No debate sobre aquecimento climático, tão frequente, os políticos em Washington e um grande número de cientistas que recebem importantes subsídios públicos, ignoram a ciência e os dados e avançam, em vez disso, com uma ideologia política", declarou Cruz, aos microfones da rádio pública norte-americana NPR.

Na opinião de Cruz, há algumas décadas "os esquerdistas/progressistas e alguns cientistas afirmavam existir um problema de arrefecimento climático".

"O que eles diziam foi refutado pelos dados (...) os mesmos esquerdistas e um certo número dos mesmos cientistas mudaram a teoria para aquecimento climático", afirmou o político republicano.

E "mudaram a sua teoria uma terceira vez porque há um problema: os dados científicos não mostram um aquecimento mundial", acrescentou o senador ultra-conservador do Texas (sul).

"Agora são as 'alterações climáticas' e esta teoria pseudo-científica é perfeita para um grande governo que quer mais poder. Porquê? Porque esta teoria nunca pode ser refutada", considerou.

"Quer aqueça ou arrefeça, quer seque ou humedeça, o clima vai sempre mudar", sublinhou.

Ted Cruz acrescentou ser "muito interessante verificar que a solução proposta para as alterações climáticas - um controlo maciço pelo governo da economia em todos os aspetos da vida - é exatamente a mesma solução proposta para o aquecimento climático (...) e para o arrefecimento climático".

Representantes de 195 países estão reunidos em Paris na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), para tentarem concluir um acordo universal sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa. A "cimeira do clima" começou a 30 de novembro e decorre até sexta-feira.

Se nada for feito para combater o desregulamento climático, o mercúrio dos termómetros subirá mais 4,8º centígrados, de acordo com o painel intergovernamental de peritos sobre a evolução do clima (IPCC, sigla em inglês), laureado com o prémio Nobel da Paz em 2007, juntamente com o antigo vice-presidente norte-americano Al Gore.

A COP21 pretende alcançar um acordo de redução de emissões que permita reduzir subida da temperatura a dois graus em relação à era pré-industrial.

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