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Angela Merkel é personalidade do ano da Time

A chanceler alemã Angela Merkel foi nomeada a personalidade do ano pela revista norte-americana Time. O líder do Daesh ficou em segundo lugar.

Pormenor da capa da Time

Pormenor da capa da Time

Aos 61 anos, a líder alemã foi escolhida pela "capacidade de fazer frente aos desafios" que se têm apresentado à Europa ao logo do ano, diz a diretora da revista, Nancy Gibbs, em comunicado. A crise grega, dos refugiados e a resposta à ameaça do Daesh, são os desafios mencionados pela Time.

"Por exigir mais do seu país do que a maioria dos políticos ousariam, por se manter firme na luta contra a tirania e a conveniência e por fornecer uma inabalável liderança moral num mundo em que ela escasseia, Angela Merkel é a Personalidade do Ano da Time", escreveu a responsável.

Merkel ultrapassou, por esta ordem, o líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, o candidato às primárias republicanas nos Estados Unidos Donald Trump, o movimento norte-americano para os direitos da comunidade negra Black Lives Matter e o Presidente iraniano, Hassan Rohani.

Inquirida pela estação televisiva NBC, a diretora da Time assegurou que o dirigente jihadista não foi rejeitado por causa do impacto que teria tido a sua nomeação como personalidade do ano da revista.

"Nada é impossível. Nós já nomeámos grandes malfeitores", observou Nancy Gibbs, recordando que Adolf Hitler foi personalidade do ano.

Mas acrescentou que "2015 foi um ano em que ele (Al-Baghdadi) perdeu terreno".

Quanto à chanceler alemã, a revista sublinhou que ela "interveio sempre que uma crise grave ameaçou a Europa este ano".

"A perspetiva da bancarrota grega ameaçou a própria existência da zona euro. A crise dos migrantes e refugiados desafiou o princípio das fronteiras abertas. E, por último, a carnificina de Paris reavivou o reflexo de fechar portas, construir muros e confiar em ninguém", escreveu Gibbs.

De cada uma das vezes, prosseguiu, "Merkel interveio: a Alemanha resgatou a Grécia, impondo as suas severas condições; acolheu refugiados como vítimas da selvajaria dos islamitas radicais, e não seus portadores; e enviou tropas para o estrangeiro para participar no combate ao EI".

"Podemos estar ou não de acordo com ela, mas ela não escolhe o caminho mais fácil", argumentou Gibbs, para quem "os líderes só são postos à prova quando os povos não querem segui-los".

Filha de um sacerdote protestante, Angela Merkel, de 61 anos, cresceu por detrás da Cortina de Ferro e percorreu um caminho sem precedentes para se tornar chanceler -- no poder há dez anos -- e a mulher mais poderosa do mundo.

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