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Donald Trump admite apresentar-se como independente às presidenciais nos EUA

O pré-candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje que admite apresentar-se como independente às eleições de 2016, após as numerosas críticas do partido ao seu polémico plano antimuçulmano.

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© Randall Hill / Reuters

"Se não recebo um tratamento justo, decerto que a consideraria [uma candidatura independente]", assinalou hoje o magnata do imobiliário em declarações à cadeia televisiva ABC.

Trump, que lidera das sondagens entre os aspirantes do Partido Republicano às eleições presidenciais de 2016, já tinha admitido na terça-feira essa hipótese, através da sua conta na rede social Twitter.

O multimilionário norte-americano citou uma sondagem do diário USA Today e da universidade de Suffolk, onde se refere que 68% dos seus apoiantes lhe dariam o voto caso se apresentasse como independente, contra 18% que lhe retirariam o apoio.

"Uma nova sondagem indica que 68% dos meus apoiantes me apoiaria caso ano abandonasse o GOP (Grand Old Party, um epíteto do Partido Republicano desde 1880), e me apresentasse como independente", escreveu Trump no Twitter.

Desta forma, optou por deixar aberta essa possibilidade após a enxurrada de críticas à sua proposta de proibir a entrada no país de todos os muçulmanos, algumas provenientes de outros pré-candidatos republicanos.

Na segunda-feira, Trump emitiu um apelo e sugeriu a proibição temporária da entrada de todos os muçulmanos no país pelo "ódio" que, na sua perspetiva, nutrem face aos norte-americanos.

O magnata emitiu a proposta na sequência das repercussões pelo ataque na semana passada em San Bernardino, na Califórnia, que provocou 14 mortos e cerca de 20 feridos, atribuído a um norte-americano filho de paquistaneses e por sua mulher de origem paquistanesa, ambos mortos pela polícia, e que está a ser considerado um "ato terrorista" pelas autoridades federais.

Ainda na sequência das sugestões de Trump, a universidade escocesa Robert Gorbon (RGU) de Aberdeen, anunciou hoje que lhe retirou o doutoramento "honoris causa" que lhe foi atribuído, ao considerar as suas declarações "incompatíveis" com os seus próprios valores.

"No âmbito da campanha eleitoral americana, Trumpo emitiu uma série de declarações inteiramente incompatíveis com o espírito e os valores da universidade", afirmou um porta-voz da RGU ao justificar a decisão.

Lusa

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