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Donald Trump adia viagem a Israel depois de críticas a plano antimuçulmano

Donald Trump, que pretende ser o candidato republicano à presidência norte-americana, anunciou hoje ter adiado uma visita a Israel, depois das críticas do primeiro-ministro israelita ao plano de proibir a entrada de muçulmanos nos EUA.

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© Randall Hill / Reuters

"Decidi adiar a minha viagem a Israel e realizar o meu encontro com Benjamim Netanyahu em data posterior, quando já for presidente dos Estados Unidos", disse o magnata do imobiliário na sua conta na rede social Twitter.

Na segunda-feira, Trump, que continua à frente nas sondagens entre os republicanos, propôs impedir temporariamente a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, medida que apresentou como resposta à ameaça do terrorismo 'jihadista'.

A proposta tem sido duramente criticada, dentro e fora do Partido Republicano, e na quarta-feira o gabinete do primeiro-ministro israelita garantiu que Netanyahu recusava a ideia de Trump.

"O Estado de Israel respeita todas as religiões e garante rigorosamente os direitos de todos os cidadãos. Ao mesmo tempo, Israel luta contra o fundamentalismo islâmico que ataca muçulmanos, cristãos e judeus e ameaça todo o mundo", de acordo com a declaração oficial do gabinete de Netanyahu.

Os dois políticos tinham previsto um encontro em Jerusalém, a 28 de dezembro.

Numa entrevista à cadeia de televisão norte-americana Fox, Trump explicou ter decidido adiar a visita apesar da vontade de Netanyahu de realizar o encontro. "Não queria pressioná-lo", disse.

Donald Trump propôs impedir a entrada de todos os muçulmanos nos Estados Unidos, na sequência do recente atentado em San Bernardino (Califórnia), que causou 14 mortos e duas dezenas de feridos, perpetrado alegadamente por um norte-americano filho de paquistaneses e a mulher, de origem paquistanesa, mortos pela polícia.

O anúncio do adiamento da visita a Israel coincidiu com a publicação de uma nova sondagem nacional, na qual Trump obteve 35% das intenções de voto entre os eleitores republicanos.

Na segunda posição surge o senador Ted Cruz, de origem cubana, com 16%, seguido pelo neurocirurgião aposentado Ben Carson (13%) e o senador Marco Rubio (9%), também de origem cubana.

A sondagem, divulgada pela cadeia CBS News e o diário The New York Times, foi realizada entre 04 e 08 de dezembro junto de 431 eleitores republicanos.

As eleições primárias para as presidenciais e 'caucus' deverão realizar-se entre fevereiro e janeiro do próximo ano. Os eleitores escolhem os delegados à convenção de nomeação partidária que, por sua vez, decide o candidato às presidenciais.

A eleição do 45.º presidente dos Estados Unidos está marcada para 08 de novembro de 2016.

Lusa

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