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Chefe da diplomacia dos EUA vai-se reunir em Moscovo com Presidente russo

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, vai reunir-se com o Presidente russo na terça-feira em Moscovo para discutir a crise na Síria e a luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), foi hoje divulgado.

MANDEL NGAN

"Vão discutir os esforços que estão a decorrer para alcançar uma transição política na Síria e os esforços simultâneos para enfraquecer e destruir o EI", declarou em Paris o porta-voz norte-americano Mark Toner, à margem da 21.ª Cimeira do Clima da ONU (COP21), a decorrer em Le Bourget, perto de Paris.

A agenda do encontro com Vladimir Putin também prevê conversações sobre a crise no leste da Ucrânia, onde Moscovo é acusado por Washington de apoiar os rebeldes separatistas, precisou a mesma fonte.

John Kerry também vai encontrar-se com o seu homólogo russo Sergei Lavrov.

Apesar das divergências, os Estados Unidos e a Rússia são os principais promotores de um processo internacional que visa o fim do conflito civil sírio, no âmbito de um grupo internacional de apoio à Síria.

Este grupo de 17 países vai reunir-se em Nova Iorque em 18 de dezembro sob os auspícios da ONU, com o objetivo de avançar com o plano de um cessar-fogo negociado.

A guerra civil síria, que começou em 2011, já provocou perto de 250 mil mortos, de acordo com a ONU.

Moscovo e Washington esperaram pelos resultados de uma reunião entre os principais grupos políticos e militares da oposição síria, que decorreu esta semana em Riade (Arábia Saudita), antes de confirmar a data do encontro de Nova Iorque.

Na quinta-feira, as principais fações políticas e militares da oposição síria anunciaram que estavam dispostas a negociar com representantes do regime sírio, mas exigiram a saída do Presidente Bashar Al-Assad e o início de um período de transição.

A exigência da saída de Bashar Al-Assad poderá constituir um ponto de bloqueio para aqueles que apoiam o regime de Damasco, nomeadamente a Rússia.

John Kerry afirmou hoje, em Le Bourget, que alguns problemas permanecem após o anúncio do acordo de Riade, referindo que existem "nós para desembaraçar" antes da reunião internacional em Nova Iorque.

O responsável norte-americano acrescentou que falou com o ministro da Defesa saudita, Mohamed bin Salmane, e com o seu homólogo saudita, Adel al-Jubeir, após o anúncio do acordo.

Kerry não especificou quais são os pontos do acordo de Riade que suscitam reservas na administração norte-americana, mas recordou que é importante que o acordo não desagrade a Rússia.

Lusa

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