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"China e Rússia conhecem melhor que EUA os problemas do mundo"

O ex-presidente cubano Fidel Castro considerou que a China e a Rússia "conhecem muito melhor os problemas do mundo" que os Estados Unidos e poderão evitar uma eventual guerra mundial, numa carta divulgada hoje pelo jornal oficial Granma.

Reuters/Arquivo

Reuters/Arquivo

© Handout . / Reuters

Com 89 anos e retirado do poder desde 2006, o ex-líder revolucionário afirmou que "atualmente não existe segurança para ninguém" antes de evocar o risco nuclear, quando sobe a tensão entre a Rússia e os Estados Unidos devido aos conflitos na Síria e no Iraque.

"A China e a Rússia conhecem muito melhor os problemas do mundo que os Estados Unidos, pois tiveram de suportar as terríveis guerras impostas de modo egoísta e cego pelo fascismo. Não duvido que graças à sua tradição histórica e à sua experiência revolucionária, eles farão o máximo de esforços para evitar uma guerra", escreveu Fidel Castro.

No mesmo texto, o ex-líder cubano exprime o seu apoio ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, derrotado nas eleições legislativas de domingo, vencidas pela oposição pela primeira vez em 16 anos.

"Junto-me aos que, unanimemente, te felicitaram pelo brilhante e corajoso discurso na noite de 06 de dezembro, logo que foi conhecido o veredicto das urnas", sublinha.

Fidel Castro exprime ainda a sua opinião em relação à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21) a decorrer em Paris, considerando que apenas a paz e "o direito a transformar em bens comuns os recursos naturais do planeta e as ciências e as tecnologias" poderão "preservar a vida humana na Terra".

"Se a humanidade continua o seu caminho de exploração e pilhagem dos recursos pelas multinacionais e bancos imperialistas, os representantes dos Estados reunidos em Paris tirarão as conclusões pertinentes", adiantou.

A carta de hoje é o primeiro texto divulgado por Fidel Castro desde 13 de agosto, data do seu aniversário. As últimas imagens do ex-presidente cubano foram publicadas em setembro, quando se encontrou com o papa Francisco em Havana.

Lusa

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