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Grupos contra Dilma Rousseff convocam protesto a favor de impugnação

Grupos contra a Presidente Dilma Rousseff convocaram para domingo protestos em diferentes cidades brasileiras para exigir a impugnação da governante e voltar a reunir manifestantes, visando futuros atos.

Reuters

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© Ueslei Marcelino / Reuters

Os organizadores, que já patrocinaram anteriores protestos contra Rousseff, Movimento Vem Prá Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados Online, designaram os eventos de domingo de "Esquenta para o impeachment", considerando-o um ensaio para uma manifestação maior, ainda sem data.

A articulação dos protestos, feita principalmente pelas redes sociais, foi realizada após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, divulgar, no passado dia 02, que aceitaria um pedido de destituição da Presidente, que agora tramita na casa parlamentar.

O pedido será ainda analisado por uma comissão especial e, caso seja aceite, o processo tramitará no plenário da Câmara. Se for aprovado, passará para o Senado.

A intenção dos manifestantes é também pressionar os deputados indecisos a votarem contra a Presidente.

O calendário de protestos, entretanto, depende do período de férias do Congresso. Caso as férias de janeiro sejam suspensas para a continuação das votações, uma segunda manifestação pode ocorrer entretanto, caso contrário, os manifestantes pretendem aguardar o reinício dos trabalhos parlamentares.

Os três grupos realizaram já este ano grandes manifestações no Brasil e em cidades do exterior: 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto, mas estavam desmobilizados desde os acordos entre a Presidente e os partidos que integram a coligação governamental, de que resultou o enfraquecimento dos pedidos de 'impeachment'.

Retomado debate sobre a destituição, estas organizações voltaram a reforçar as suas atividades.

Do lado dos apoiantes de Rousseff, movimentos sociais e sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), articularam-se para realizar manifestações em defesa da manutenção do mandato da Presidente.

Um ato já ocorreu, logo após a aceitação do pedido de impugnação por Cunha.

Lusa

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