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Governo espanhol considera assalto dos talibãs em Cabul um "ataque contra a Espanha"

O assalto dos talibãs ao quarteirão diplomático em Cabul, no Afeganistão, é "um ataque contra Espanha", declarou este sábado o Governo espanhol, precisando que morreram dois polícias espanhóis e outros dois agentes afegãos que trabalhavam para a embaixada espanhola.

O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy. (Arquivo)

O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy. (Arquivo)

© Stephane Mahe / Reuters

"Estamos perante um ataque terrorista no qual morreram dois cidadãos espanhóis e que prejudicaram grandemente os nossos interesses. Trata-se, portanto, de um ataque contra a Espanha e contra a sua colaboração para reforçar a democracia no Afeganistão ", disse o Governo espanhol num comunicado.

"No ataque morreram igualmente dois elementos afegãos que trabalhavam para a embaixada espanhola", esclarece.

Os talibãs reivindicaram o ataque, declarando que visava alojamento hoteleiro onde se hospedavam estrangeiros, sem que tenham mencionado a embaixada de Espanha.

"Está aberto um inquérito e nenhuma hipótese está excluída", refere outro comunicado divulgado pelo Ministério do Interior espanhol.

Um subinspetor da polícia espanhola morreu, esta madrugada, na sequência do ataque em Cabul, elevando para dois o número de mortos espanhóis de um total de dez, que inclui quatro agentes afegãos.

A morte de um outro polícia espanhol no atentado, iniciado na sexta-feira e dado hoje como terminado, realizado perto da embaixada de Espanha, tinha já sido anteriormente confirmada.

Pelo menos 10 pessoas, incluindo os dois polícias espanhóis e quatro agentes afegãos, morreram e outras nove ficaram feridas no ataque, cuja autoria foi reivindicada pelos talibãs, o qual foi dado hoje como terminado ao fim de quase 12 horas de confrontos.

O porta-voz do Ministério do Interior afegão, Sediq Sediqqi, disse à agência Efe em Cabul que os três atacantes que penetraram no edifício -- um alojamento hoteleiro -- foram abatidos, enquanto um quarto, um rebelde suicida, sucumbiu na explosão de um carro armadilhado que marcou o início do ataque.

O mesmo responsável indicou que os insurgentes ofereceram resistência durante toda a noite.

A operação, lançada na tarde de sexta-feira, numa zona de alta segurança que acolhe diversas missões diplomáticas estrangeiras e edifícios governamentais, terminou cerca das 06:00 (02:30 em Lisboa) quando as forças especiais declararam a zona como "limpa".

Lusa

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