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Presidente da Gâmbia proclama que o país "é um Estado islâmico"

O Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, afirmou sábado em Banjul, capital do país, que aquela ex-colónia britânica com cerca de dois milhões de habitantes é agora "um Estado islâmico".

Reuters

Em declarações na televisão pública, Yahya Jammeh prometeu, no entanto, que os direitos da minoria cristã residente no país seriam respeitados, e que as mulheres não sofrerão restrições no vestuário.

"O destino da Gâmbia está nas mãos de Alá, todo-o-poderoso. A partir de hoje a Gâmbia é um Estado Islâmico", reiterou, acrescentando que irá respeitar os direitos dos cidadãos.

No país, 90% da população é muçulmana, 8% cristã e a restante é considerada praticante de religiões tradicionais.

"Não nomeei ninguém polícia do islamismo, portanto os cristãos terão os seus rituais respeitados e as mulheres não podem ser alvo de violência devido ao vestuário que usem", disse Yahya Jammeh.

O Presidente da Gâmbia tem 50 anos, fez carreira militar e nasceu numa família de camponeses, cultivando uma imagem de crente muçulmano dotado de poderes místicos.

A Gâmbia tornou-se independente da Grã-Bretanha em 1965 e tornou-se uma república em 1970 sob a presidência de Dawda Jawara, derrubado em 1994 por um golpe de Estado militar liderado por Yahya Jammeh.

Ordenou a saída do Commonwealth, justificando que se tratava de uma organização colonialista e decidiu abandonar o inglês como língua oficial do país, embora essa medida nunca se tenha efetuado até hoje.

Em 2002 fez adotar uma emenda constitucional no país retirando a limitação de mandatos do presidente, e o seu regime é frequentemente criticado pelos defensores dos direitos humanos.

Lusa

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