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Há 54 jornalistas sequestrados, mais 35% que em 2014

Um total de 54 jornalistas está sequestrado atualmente, mais 35% do que em 2014, revelou hoje a organização internacional Repórteres sem Fronteiras, que diz que a Síria se tornou no lugar mais perigoso para esta profissão.

Segundo a UNESCO, em média um jornalista é morto por semana no mundo e menos de 6% do total de 593 assassinatos de jornalistas (2006-2013) foram resolvidos. (Arquivo)

Segundo a UNESCO, em média um jornalista é morto por semana no mundo e menos de 6% do total de 593 assassinatos de jornalistas (2006-2013) foram resolvidos. (Arquivo)

© Charles Platiau / Reuters

Aos 54 sequestrados é preciso somar, segundo a organização, três "cidadãos-jornalistas" e quatro colaboradores de meios de comunicação social.

Já o número de jornalistas detidos este ano baixou para 153, menos 14%, segundo um relatório dos Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Neste balanço de 2015, os RSF destacam que a Síria se transformou no lugar mais perigoso do mundo para os jornalistas, que "são um alvo fácil para grupos radicais como o Estado Islâmico ou a Frente Al-Nusra".

Estes grupos extremistas usam os sequestros de jornalistas para tentarem obter dinheiro com os resgates mas também "como uma forma de pressão e de fazer reinar o terror para calar críticas", segundo os RSF.

O estado Islâmico (EI) é o grupo que mantém mais jornalistas sequestrados (18), seguido pelos huties do Iémen (9).

No entanto, apesar de haver mais jornalistas sequestrados, em 2015 o número de novos raptos caiu 34%, o que se deve à mudança da situação na Ucrânia, onde tinham ocorrido a maioria dos sequestros em 2014.

Cerca de 70% dos sequestros de 2015 tiveram lugar em zonas de conflito e apenas 5% eram jornalistas estrangeiros no país onde foram feitos reféns.

Quanto às detenções, o número de jornalistas presos caiu de 178 em 2014 para 153 este ano, mas os RSF sublinham que, apesar disso, continua a haver "importantes prisões" para estes profissionais.

É este o caso da China, onde 23 jornalistas estão presos, sendo o país onde este número é maior. Segue-se o Egito (22 jornalistas presos), o Irão (18) e a Eritreia (15).

Somam-se a estes casos o de 161 "jornalistas-cidadãos" e 14 colaboradores de meios de comunicação social.

Entre os jornalistas presos há cinco mulheres e um estrangeiro, o iraquiano Mohammed Rasoil, detido na Turqiua a 27 de agosto e acusado de terrorismo por ter participado numa investigação jornalística sobre a questão curda na fronteira síria.

O caso da Turquia causa preocupação aos RSF, que referem que "a espiral repressiva" voltou a colocar o país "entre as cinco maiores prisões do mundo para jornalistas", havendo nove profissionais detidos.

O balanço divulgado hoje pelos RSF inclui ainda oito jornalistas desaparecidos, categoria que abrange os repórteres cujo paradeiro se desconhece, não havendo, porém, indícios suficientes para determinar que foram sequestrados ou mortos.

A associação revelará no dia 28 de dezembro o relatório final sobre os jornalistas assassinados este ano.

Lusa

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