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Combate ao Estado Islâmico no centro do debate dos pré-candidatos republicanos nos EUA

A luta contra os extremistas do Estado Islâmico e a proposta de Donald Trump de vetar a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos dominaram o quinto debate entre candidatos às primárias do Partido Republicano dos EUA, na terça-feira.

Reuters

"A América está em guerra", considerou o senador do estado do Texas, Ted Cruz, no debate que decorreu em Las Vegas.

"A nossa liberdade foi atacada", disse Jeb Bush.

"O nosso país está fora de controlo", disse, por sua vez, o magnata Donald Trump, o candidato que lidera as sondagens, num debate entre nove candidatos que foi dominado pelas consequências dos recentes atentados em Paris e San Bernardino (California, EUA).

Os candidatos republicanos enumeraram as ameaças terroristas e interrogaram-se sobre qual o equilíbrio apropriado entre a segurança nacional e a proteção das liberdades individuais, tendo prometido firmeza e determinação por contraponto à alegada fraqueza do atual Presidente dos EUA, o democrata Barack Obama.

Apenas uma voz republicana discordou -- o senador do Kentucky, Rand Paul, representante da ala liberal do partido: "Quando excluímos algumas religiões, quando censuramos a internet, os terroristas ganham", argumentou.

Os aspirantes a candidato republicano às presidenciais norte-americanas de 2016 uniram-se no ataque a Barack Obama, que consideram estar obcecado pelo "politicamente correto", o que enfraqueceu as defesas da América quando, por exemplo, aceitou receber refugiados sírios.

"Eu compreendo porque [é que] Donald [Trump] fez a sua proposta", disse Ted Cruz.

"Nós deteremos os ataques terroristas antes que eles ocorram, porque não somos prisioneiros do politicamente correto", acrescentou.

O debate passou também pelas falhas dos serviços secretos, que não conseguiram referenciar o casal que matou 14 pessoas na Califórnia no mês passado, e os irmãos Tsarnaev, autores dos atentados na maratona de Boston em 2013.

Os pré-candidatos republicanos à Casa Branca apontaram que a Administração Obama não tem coragem de controlar as comunicações nas redes sociais.

"Todos os pais da América verificam as redes sociais e todos os empregadores o fazem também. Mas o Estado não pode fazê-lo?" questionou Carly Fiorina, ex-presidente da Hewlett Packard.

Três dos pré-candidatos do Partido Republicano à presidência dos EUA coincidiram em considerar que as mudanças de regime e deposição de ditadores no Médio Oriente não devem ser uma prioridade para a política externa norte-americana, escreveu a agência Efe.

Donald Trump, Rand Paul e o neurocirurgião retirado Ben Carson colocaram em dúvida que o envolvimento dos Estados Unidos para derrotar regimes como o de Saddam Hussein no Iraque, de Muammar Khadafi na Líbia ou de Bashar al-Asad na Síria seja benéfico tanto para os EUA como para os países implicados.

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