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FBI sem provas de que tiroteio em San Bernardino foi realizado por terroristas

O diretor da polícia federal norte-americana (FBI) afirmou esta quarta-feira que ainda não existem provas de que os autores do tiroteio em San Bernardino, Califórnia, fossem elementos de uma célula terrorista organizada.

O ataque perpetrado no passado dia 2 de dezembro matou 14 pessoas e feriu outras 22.

O ataque perpetrado no passado dia 2 de dezembro matou 14 pessoas e feriu outras 22.

© Mario Anzuoni / Reuters

O ataque perpetrado no passado dia 2 de dezembro por um casal suspeito, Syed Farook e Tashfeen Malik, matou 14 pessoas e feriu outras 22.

"Ainda não temos indícios de que [os suspeitos] integrassem qualquer tipo de célula organizada ou um plano que envolvesse outros participantes", disse James Comey, numa conferência de imprensa sobre temas de segurança na sede do Departamento de Polícia de Nova Iorque.

O diretor do FBI esclareceu que os autores do tiroteio não manifestaram o seu apoio ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) através das redes sociais, como foi divulgado após o ataque, mas sim através de "mensagens de correio eletrónico e mensagens privadas".

"Também não temos provas de que terão colocado mensagens nas redes sociais", admitiu Comey.

Após o ataque, a comunicação social norte-americana divulgou que a suspeita do tiroteio, a paquistanesa Tashfeen Malik, tinha jurado lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, através de um perfil falso na rede social Facebook.

O norte-americano Syed Farook e a sua mulher Tashfeen Malik irromperam no dia 02 de dezembro pelas instalações de um centro de apoio para pessoas com deficiência em San Bernardino durante uma festa de natal e abriram fogo.

Desde então, o FBI está a investigar o eventual processo de radicalização do casal, que morreu no mesmo dia do ataque durante uma troca de tiros com a polícia.

O grupo radical sunita assegurou posteriormente que os atacantes eram seus seguidores.

Lusa

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