sicnot

Perfil

Mundo

Número de execuções nos EUA foi o mais baixo dos últimos 16 anos

Os Estados Unidos executaram este ano 28 pessoas, o número mais baixo dos últimos 16 anos, dados que refletem uma mudança de mentalidades e dão esperança aos defensores da abolição da pena de morte, segundo um relatório hoje divulgado.

O relatório anual elaborado pelo Centro de Informação da Pena de Morte (DPIC, na sigla em inglês) destacou que o decréscimo do uso da pena capital nos Estados Unidos é verificável através de vários ângulos de análise.

Apenas seis Estados norte-americanos -- entre os 31 que ainda aplicam a pena de morte -- concretizaram a execução de condenados.

Entre 2014 e 2015, o número de execuções desceu 20%, de 35 para 28 casos. E só três Estados concentraram 86% das execuções: Texas (13), Missouri (6) e Geórgia (5).

As condenações à pena de morte também registaram uma diminuição acentuada este ano: até dia 15 de dezembro, os tribunais norte-americanos condenaram à pena capital um total de 49 acusados, um decréscimo de 33% em comparação com 2014.

É também o número mais baixo desde o início da década de 1970, quando o Supremo Tribunal dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a pena de morte.

"Estes não são apenas dados estatísticos anuais. Refletem uma ampla mudança de mentalidades sobre a pena de morte em todo o país", referiu o diretor do DPIC, Robert Dunham.

O centro norte-americano reúne todos os dados disponíveis sobre a pena de morte, mas não toma posição sobre a aplicação da pena capital.

Um dos fatores que pode explicar esta tendência de decréscimo é a escassez dos produtos utilizados nas injeções letais. Várias empresas farmacêuticas, a maioria europeias, têm recusado o fornecimento aos Estados Unidos destas substâncias mortais.

Durante o ano passado, vários Estados norte-americanos também decidiram suspender a aplicação da sentença de morte depois de alguns casos de execuções "falhadas".

Estes casos chocaram a opinião pública norte-americana, uma vez que os condenados estavam longos momentos em agonia e sofrimento, numa clara violação da oitava emenda da Constituição norte-americana que proíbe a aplicação de "penas cruéis e invulgares".

Lusa

  • Primeiro-ministro holandês liga a Costa para explicar palavras de Dijsselbloem
    2:23

    País

    António Costa pediu que Djisselbloem desaparecesse da Presidência do Eurogrupo. Após esta tomada de posição, o primeiro-ministro holandês ligou para Costa na semana passada a dar explicações. Contudo, o primeiro-ministro português não recua e volta a dizer que Dijsselbloem não tem condições para continuar, na sequência das declarações sobre copos e mulheres. Os eurodeputados do Partido Popular Europeu reforçaram também esta terça-feira o pedido de demissão.

  • Surto de hepatite A em Portugal
    2:45

    País

    Há um surto de hepatite A em Portugal. Desde janeiro, 105 pessoas foram diagnosticadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, um número superior aos casos contabilizados em todo o país nos últimos 40 anos. O surto terá começado na Holanda e está a atingir quase toda a Europa.

  • Abertura da lagoa de Santo André atrai surfistas e bodyboarders
    4:15
  • Novo vídeo do Daesh mostra crianças a treinar para matar
    3:35
  • Kennedy acreditava que Hitler estava vivo

    Mundo

    Um diário de John F. Kennedy vai a leilão em Boston, nos Estados Unidos da América. O diário foi escrito durante a sua breve carreira como jornalista, depois da 2.ª Guerra Mundial. No livro, foram expostas algumas teorias do antigo Presidente norte-americano, como a possibilidade de Hitler estar vivo.

    Ana Rute Carvalho

  • Trump propõe cortes orçamentais para pagar muro

    Mundo

    O Presidente dos Estados Unidos está a propor cortes de milhões de dólares no orçamento para que os contribuintes norte-americanos, e não o México, paguem o muro a construir na fronteira entre os dois países.

  • Tecnologia permite a tetraplégico mexer mão e braço

    Mundo

    Um homem que ficou tetraplégico num acidente voltou a mover-se com a ajuda da tecnologia e apenas usando o pensamento, num projeto de investigadores dos Estados Unidos divulgado esta terça-feira na revista especializada em medicina The Lancet.