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Políticos líbios assinam acordo para Executivo de união nacional

Políticos ligados aos dois governos líbios assinaram esta quinta-feira em Marrocos um acordo prevendo um Executivo de união nacional, que já conta com objeções nos dois parlamentos rivais.

Abdeljalil Bounhar / AP

A assinatura do acordo, sob a égide das Nações Unidas, contou com a presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Itália, Turquia, Qatar, Tunísia e Marrocos, indicativa do apoio da comunidade internacional num momento classificado como histórico.

"É um dia histórico para a Líbia", declarou o emissário da ONU Martin Kobler durante a cerimónia de assinatura em Skhirat, perto de Rabat.

"A porta está sempre aberta para todos aqueles que não estiveram hoje aqui (...) Este é apenas o início de um longo percurso", adiantou.

O acordo prevê a criação de um governo de união nacional e de um conselho presidencial no início de um período de transição a concluir com eleições legislativas, mas já foi contestado.

Os chefes dos dois parlamentos rivais alertaram que o acordo não tem legitimidade e que os políticos que o assinaram só se representam a si próprios.

O governo de unidade nacional, com um presidente, dois vice-presidentes e mais seis membros, deve apresentar o texto de uma nova Constituição, a referendar pelos líbios.

Este é o terceiro acordo político num ano para tentar estabelecer uma autoridade única num país dilacerado por conflitos entre grupos rivais e onde os seguidores do movimento radical Estado Islâmico têm vindo a conquistar terreno.

Lusa

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