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Forças iraquianas entram na cidade de Ramadi ocupada pelo grupo extremista Estado Islâmico

As forças iraquianas entraram hoje no centro da cidade de Ramadi, que estava controlada desde maio pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), indicou um alto responsável pela segurança do regime de Bagdade.

© STRINGER Iraq / Reuters

"Entrámos no centro de Ramadi a partir de diversas frentes e começámos a purgar os bairros residenciais", declarou o porta-voz dos serviços de luta antiterrorista, Sabah al-Nomane.

"A cidade ficará «limpa» nas próximas 72 horas", acrescentou.

"Não enfrentamos muita resistência, apenas alguns 'snipers' (atiradores furtivos) e bombistas suicidas. Nada de que não estivéssemos à espera", sublinhou Nomane.

"Construímos pontes provisórias sobre o Eufrates e as nossas forças conseguiram atravessar o rio e entrar em áreas residenciais para garantir o acesso ao centro da cidade", afirmou à AFP um general brigadeiro iraquiano, que pediu anonimato.

O ataque das tropas iraquianas avançou de madrugada e conta com uma unidade de contraterrorismo de elite, apoiada pela aviação da coligação liderada pelos Estados Unidos, com a polícia local e vários elementos de diferentes tribos que se opõem aos 'jihadistas'.

O EI tem perdido várias cidades chave no Iraque desde que forças governamentais e combatentes curdos começaram a responder à ofensiva iniciada pelo grupo extremista há 18 meses e que resultou na ocupação de vastas áreas do Iraque e da Síria.

Se a reconquista de Ramadi, um bastião do EI, for concretizada será a mais significativa vitória das forças armadas iraquianas, que foram acusadas de fugir sem dar luta ao avanço do EI.

Desde que tomaram Ramadi a 17 de maio, os 'jihadistas' do EI construíram uma rede de "bunkers" subterrâneos, ligados por túneis.

Lusa

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